Wednesday, September 24, 2014

Eu queria ser um tardígrado



Eu queria ser um tardígrado

Não sei se você já ouviu falar deles, os tardígrados. São uns capetas. Na verdade, uns capetinhas, pois medem apenas de 0,05 a 1,25mm. São chamados familiarmente de ursos d’água ou leitões do musgo. Resistem a tudo. Não possuem sistema circulatório e nem aparelho respiratório. Podem viver em qualquer lugar do planeta: no fundo oceânico ou no alto do Himalaia. Pelo menos 300 espécies vivem no Ártico e na Antártica, e 115 espécies foram catalogadas na Groenlândia. São capazes de resistir aos raios cósmicos, a radiação ultravioleta e a falta de oxigênio. Foram enviados ao espaço para teste e resistiram a raios ultravioletas que são cerca de mil vezes mais intensos do que os encontrados na Terra. Podem viver cerca de 120 anos, o que é um absurdo para animais desse tamanho. Conseguem “desligar” seu metabolismo para se proteger de condições extremamente adversas e têm a incrível capacidade de “consertar” e recuperar seu DNA, no caso de serem danificados por radiação. Aguentam mais de 75 mil atmosferas, o que é dezenas de vezes mais do que aguentam animais que vivem em regiões abissais do oceano. Aguentam calor duas vezes superior ao de uma chaleira com água fervendo. Álcool etílico a 96º ou éter, eles simplesmente ignoram.

Queria ser um tardígrado, conseguir sobreviver a tudo isso. Pena que eles não pensem, não raciocinem. Ou será que...? 

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