Tuesday, August 25, 2015

Papel, papelada, papelão e outros papéis




Papel, papelada, papelão e outros papéis

Este é um papel que se faça? Poderia ser o gerente da fábrica advertindo o funcionário que não prestou atenção na textura do papel. Ou pode ser a mulher falando com o marido, pois ele fez um papel de cachorro. Com certeza não é o mesmo papel do título da conferência: “O papel do cientista na sociedade moderna”. Pode ser também uma advertência para quem não fez o seu papel. O duro mesmo é quando se usa no aumentativo: “Que papelão!”. Para os que gostam de dinheiro, só interessa o papel-moeda. Para os mais artísticos, podemos estar falando dos papéis que um ator representou. Para quem mudou de país, podem ser os papéis de imigração. Para quem vai se casar, os papéis de casamento. Muita documentação é a papelada. Prefiro os aviõezinhos de papel, que saudade! O mais básico, porém, é o que diz o dicionário: ´Substância constituída por elementos fibrosos de origem vegetal, os quais formam uma pasta que se faz secar sob a forma de folhas delgadas, para diversos fins: escrever, imprimir, embrulhar”. Acabei de me lembrar da Melhoramentos, que teve um grande papel na vida de muitos de nós. Ainda assim, pode ser: almaço, sulfite, alumínio, de parede, de embrulho, de carta e outras coisas mais. Estava me esquecendo do carbono, que é – ou era, nem sei se ainda existe – para copiar. Eu não queria falar, mas ainda há o papel toalha e, claro, o papel higiênico.

Como professor e escritor, o meu papel é falar sobre o papel, também. Mas dá um trabalho danado. Preciso de aumento. No papel.

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