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Friday, May 6, 2016

Num futuro não tão remoto



Num futuro não tão remoto

Os livros queridos, humildes, estão saindo das estantes, das bolsas, e das bibliotecas. Estão sendo digitalizados. São agora bits e bytes pairando suaves no ar. Quero dizer, nas nuvens. É o que dizem. Não podemos mais apalpá-los, pegá-los, cheirá-los, como fazemos com as criancinhas que adoramos. E não são só os livros. As pinturas também, as partituras, tudo. Nossos documentos, nossos dados, nossas vidas. Até nossa intimidade, às vezes, inusitada e fortuitamente acaba indo para... as nuvens. Décadas atrás tudo isso seria um absurdo até num conto de ficção científica.
E agora me pergunto, daqui a alguns séculos, o que será? Estarão nossas mentes, nossos corpos, transformados em pulsos quânticos e guardados em cristais transcendentais? Serão nossos genes programados, reciclados e instalados em fantásticos, futurísticos, robôs?
Será, então, que nossos corpos e nossas almas vão, então, fundir-se num divino e admirável amálgama?

Será, então, que a Ciência vai finalmente se encontrar e fazer as pazes com Deus?

                                    oOOOOOo



À procura de Lucas


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Sunday, August 30, 2015

A geração dos sessenta

A geração dos sessenta



Esse mundo ligeiro, fantástico, mutante, não dá mesmo folga para o pessoal dos anos 60. Nós já passamos por tantas, não foi brincadeira. Vimos e sentimos a “guerra fria”, aquele medão desgraçado de uma bomba atômica cair em cima da gente e espalhar radiação por toda a parte. Já pensou, gente nascendo com defeito, corpos se desfazendo? Tudo por causa dos comunistas. A bem da verdade, os americanos foram os únicos que definitivamente usaram bombas atômicas em guerras.
E a AIDS? Doença maldita, sorrateira, com aquela carga enorme de preconceito, assustando todo mundo. E os grupos terroristas, de esquerda e de direita, fazendo coisas medonhas? E os sequestros de aviões? Era um pavor danado, a gente estava o tempo todo esperando o mundo acabar. Naquela época, era difícil distinguir os bandidos dos mocinhos. Muita gente achava que estava claro. Engano seu, as coisas não são bem assim. Mas não vou falar disso não, essa coisa de política é complicada.
Vamos falar de coisas boas. O Kennedy falou que a gente ia chegar na Lua e nós chegamos. Não fomos bem “nós”, foram os americanos, mas naquela hora era o “homem” chegando lá. Vou dizer uma coisa, vocês que nasceram depois, não têm a menor ideia do que foi isso. Coisa emocionante, não dá para explicar. E os Beatles? Você sabe o que é pegar, pela primeira vez, o álbum “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” dos rapazes nas mãos? A gente até tremia. Poder ter as letras das músicas: naquela época não tinha internet. E ver o Chico ganhar o festival de música popular? No dia seguinte, conferir a letra com os amigos no trem? Ir a um cinema de verdade, com namorada e tudo? Cantar com o Vandré na televisão?
E as coisas que vinham lá de fora?  E o Festival de Woodstock? As loucuras que aconteciam nos Estados Unidos, na Rússia?
E as coisas foram mudando, mudando. A gente foi se adaptanto. Os computadores foram chegando, fomos nos acostumando. Eram grandões, deajeitados, mas eram estranhos para todos nós. Com o tempo as coisas foram se sofisticando. Internet, email, software. De repente, tudo se acelerou. A vida da gente ficou toda eletrônica. Os bebês já nascem com os tablets nas mãos e nossa geração, aos poucos, foi ficando para trás.
Parece fácil, mas para nós, que viemos lá de trás, foi um turbilhão. Não apresse a gente, vamos chegar lá. Devagarinho. Agora já sei um monte de coisa. O duro é que quando a gente acaba de aprender uma coisa, outra já está aparecendo. Esse povo não dá folga.

Outro dia falaram para eu colocar as músicas que comprei na “cloud”. Nas nuvens! Pode? Como vou guardar as canções, as minhas poesias, os meus livros lá em cima, nas nuvens? E se chover? Vai tudo para o bueiro? Não sei não.
Bem feito para você. Eu demoro um pouco, mas acabo aprendendo. Em compensação, você nunca vai ver o homem pisar na Lua pela primeira vez. Talvez em Marte, quem sabe...Mas vai demorar um pouco.

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Histórias do Futuro

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Thursday, February 14, 2013

IPOD


IPOD

Tudo está tão diferente... Apps da apple no meu macintosh? Microsoft? Bits, bites, bugs, boots... estou precisando dar um reboot? Spam de cookies no meu tablet? Trojan, virus, java, linux? Novo reboot? Sem dinheiro para o ipod, mas o andróide pode? 
Preciso de um oracle ou de um nerd para mexer nos meus gadgets e nos meus widgets. Já estou ficando louco e vou acabar nas nuvens.  Quero dizer,  na cloud.
Cloud, depois de tudo isto? Quem inventou essa?
O que vocês pensam que eu sou? Parem com o  texting...Não reconheço sua voz, nem o ipad, muito menos encrypted messages.
Sou dos anos 60, pelo amor de Deus! Como ipod? Quero dizer como eu poderia?