Showing posts with label compartilhar. Show all posts
Showing posts with label compartilhar. Show all posts

Monday, April 21, 2014

A namorada do face


Com tão pouco tempo para a vida real e tanto tempo nas redes sociais, o rapaz arrumou uma namorada no Facebook. E já começou bonito. Beijos virtuais, instantâneas mensagens românticas,  compartilhamentos apaixonados. E o amor foi virtualmente, crescendo em bits e bytes. Postagem de fotos, frases bonitas, mensagens codificadas de amor.
Um dia, o rapaz quis mais.  Queria sentir o gosto de mel dos lábios de sua “Iracema” eletrônica,  queria contornar as suaves curvas de sua paixão “internética”. Estava cansado só de software, queria conhecer melhor o hardware. A moça do Face foi se esquivando, arrumando desculpas. A rede caiu, o sinal está fraco...O rapaz, finalmente, encontrou alguém de carne e osso, fora da rede. Passou do virtual para o carnal. Avisou, porém, a sua antiga amada, pois de traidor não queria ser chamado, nem no virtual. Avisou, postou que agora tinha uma namorada de verdade. Alguém, sem ser chamado, entrou no meio da postagem e comentou: Bem feito!
Ele cancelou a amiga, mas antes, ironicamente, perguntou: Gostou da minha postagem, da minha decisão? E por fim finalizou: Se gostou, compartilha!
Ela, é claro, não compartilhou...mas “desficou” o amigo...

Existe “desficou”? Se não existe, fica aí a sugestão...




Monday, March 17, 2014

Facebook e “old book”

Facebook e “old book”



O Genésio levantou cedo, passou pela banca de jornais, falou com o “seu” Armindo e depois parou na venda. Lá tinha mais gente. Contou para todos as novidades que o Armindo lhe confidenciara. A esposa do Genésio saiu logo depois, passou pela quitanda. Escolheu uns tomates lindos e baratos, e depois avisou a Dona Isabel para passar logo lá antes que eles acabassem. Isso aconteceu quando ela foi dar uma olhada na lojinha de roupas da Mafalda. A Mafalda ouviu a conversa e avisou para outros fregueses, também, dos tomates fresquinhos e baratos que havia na quitanda. O japonês estava feliz porque a mercadoria estava saindo à beça.

Isso faz muito tempo, há bem mais de trinta anos. Na época, era assim que o povo “curtia” e “compartilhava” as coisas. Era o Facebook da época, sem computador e sem Internet. Era tudo pelo “old book”.