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Wednesday, September 7, 2016

Terror: antes e agora



Terror: antes e agora

Quem não está preocupado com o terror hoje em dia? No entanto, violência brutal sem sentido (existe violência “com” sentido?) é algo que existe há muito tempo.  Segundo o dicionário, a definição “técnica” de terrorismo é: “Sistema governamental que se impõe por meio do terror, sem respeito aos direitos e às regalias dos cidadãos.”  No nosso mundo atual não há muita necessidade de explicação. Os exemplos estão no noticiário todos os dias.
Para não nos perdermos, voltemos no tempo apenas para o século XI, quando começaram as Cruzadas. Foi um movimento cristão com o objetivo de “reconquistar” Jerusalém iniciado pelo papa Urbano II. Para se ter uma ideia do que os valentes guerreiros faziam, reproduzo aqui um trecho da Super Interessante sobre o assunto: “Em 15 de julho de 1099, milhares de guerreiros loiros entraram em Jerusalém matando adultos, velhos e crianças, estuprando as mulheres e saqueando mesquitas e casas.” Mais adiante, sobre os judeus na mesma região: “Mas, quando os cavaleiros invadiram as ruas, os judeus entraram em pânico. A comunidade inteira, repetindo um gesto ancestral, reuniu-se na sinagoga para orar. Os invasores bloquearam as saídas, jogaram lenha e atearam fogo à sinagoga. Os judeus que não morreram queimados, foram assassinados na rua.”
Ironicamente, na época, as cruzadas eram conhecidas por outro nome: nada mais, nada menos, que “Guerra Santa”, o mesmo que os fanáticos radicais muçulmanos de hoje usam para os chamados “infiéis” que ousam não seguir sua religião.
E assim foi pela história. Veio a escravidão. Africanos tratados como animais, torturados, mortos. A seguir, o Nazismo, aniquilando milhões de judeus da maneira mais cruel possível. Os grupos de esquerda e de direita apareceram na  segunda metade do século XX: Baader-Meinhof, Sendero Luminoso, o ETA e, mais recentemente, Al Qaeda, Boko Haram e outros tantos. E finalmente vamos chegar ao amaldiçoado Estado Islâmico. E esse parece diferente. Enquanto os anteriores tinham uma motivação clara, embora sinistra, para este último, “a guerra aos infiéis” nem é tão importante assim. Pelo menos é o que parece, uma vez que eles matam muitos muçulmanos, companheiros de fé. Aparentemente, sua motivação principal é a maldade em si mesma. Não estão pedindo nada: libertação de um povo, conversão para sua fé ou qualquer outra coisa. Simplesmente pegam tudo que podem e matam todos que conseguem.
Alguns religiosos chegam a dizer que a diferença é que este grupo é dirigido ou manipulado pelo próprio diabo.

Talvez eles tenham razão...

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À procura de Lucas


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Sunday, January 11, 2015

Entre a cruz e a espada



Entre a cruz e a espada

Dizem que a expressão “entre a cruz e a espada” veio da época da Inquisição, quando os conquistados pelos cristãos ficavam naquela situação difícil. Tinham de escolher entre a cruz, ou seja, converter-se para o Cristianismo, ou a espada, ou seja, morrer. Ainda bem que não se faz mais assim. Fé e religião, obviamente têm que ser uma escolha real, não uma obrigação. Um verdadeiro Deus não precisa forçar ninguém a segui-lo. Desculpe, disse que não se faz mais assim? Devo corrigir, pois, por mais absurdo que possa parecer, há ainda quem usa os mesmos métodos. Agora outra religião, ou alguém que se diz segui-la, faz o mesmo. Ao invés de bombas, entretanto, usam armas de fogo ou outras formas ainda mais cruéis para punir os que não querem seguir sua crença. Que tipo de deus precisa “obrigar” pessoas a segui-lo? Se fosse tão bom assim, não deveria ser obrigatório.
O problema é que estamos no século 21 e ainda temos de ver estas coisas acontecendo. Até quando? É difícil dizer. O fanatismo resiste a quase tudo, até ao óbvio.


oooooOOO0OOOooooo


Estranhas Histórias
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