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Friday, January 20, 2017

A oitava dimensão


A oitava dimensão


Eu me chamo Gabriel. Não sou daqui e nem desses tempos. Muito menos estou anunciando boas novas, não sou um mensageiro. Na verdade, eu recebi a mensagem. De certa forma, sou a própria mensagem.
No ano de 2176 a Ciência e a Tecnologia chegaram a um ponto a partir do qual, aparentemente, não haveria mais progresso. Todas as grandes dúvidas da Ciência, como os buracos negros, a gravidade, a matéria escura, tinham sido plenamente esclarecidas, entendidas. E tínhamos ido muito mais além. A partir daquele ponto específico no tempo, 14 de janeiro de 2176, então, algo surpreendente aconteceu.
Antes de continuar, porém, quero que você saiba que meu verdadeiro nome não é Gabriel, e sim Alan Shepard, em homenagem ao grande astronauta do século 20. Eu sou diretor do projeto da “Grande Máquina Dimensional”. Pode ser considerada também uma máquina do tempo, mas isso, desculpe eu antecipar, é impossível. Mas não se decepcione. A Dimensional é muito mais avançada. Além disso, você vai descobrir daqui a algumas décadas, da sua época, que viajar no tempo é irrelevante. Não vamos, porém, pular etapas.
Estava falando daquele dia especial de janeiro. Pois bem, depois de vários ensaios, finalmente, às 13:47, acionamos a o gigante mecanismo. Nosso objetivo era que nosso grupo de cientistas – éramos onze – entrássemos numa outra dimensão. Para ser mais preciso, na oitava, pois sabíamos que nessa não seríamos pulverizados. Algo surpreendente, realmente surpreendente, aconteceu. Cinco de nós sumiram. Os outros, eu inclusive, voltaram. No entanto, eles estavam dentro de nós, de nossos pensamentos. Mais, eles estavam dentro de nossas moléculas, de nossos átomos. Éramos um só. Nosso grupo era um só. Daí, tivemos mais surpresas, ainda. Junto com nossos colegas, sumidos, vieram participar seres da oitava dimensão. Nossa constituição passou a ser a mesma. Passamos a ver tudo que eles viam, sentiam, viviam e eles também, com referência a nós. Estavam eles, de lá e de cá, todos em mim. Eu era todos eles ao mesmo tempo.
Foi então que percebemos que passamos a fazer parte de uma espécie de clube cósmico, que praticamente sabia tudo. Ou pelo menos tudo nessas duas dimensões: a nossa e a oitava. E esse conhecimento era suficiente para fazermos qualquer coisa. Não havia limites para nosso conhecimento, para nossa capacidade. Junto com essa sabedoria veio também a certeza de que a maior parte das coisas pelas quais sempre lutamos, eram desnecessárias. A única coisa ainda impossível era criar do nada. Quanto ao resto, tudo era possível. Possível, mas não necessário.
Nós sabíamos que agora estávamos perto de Deus. Éramos quase Deus. Teríamos de caminhar para outra dimensão: a décima primeira. As outras dimensões, as que pulamos, não importam. Havia, porém, um longo caminho a ser perseguido e nós éramos os escolhidos. Nós éramos os recebedores da mensagem. Nós éramos a mensagem. Eu sou a mensagem. Agora, para mim, não há tempo, não há época, não há limites. Talvez por isso que eu tenho outro nome agora. Como disse, sou Gabriel. Mais que um arcanjo. Estou indo para a décima primeira dimensão.
Estou, agora, na singularidade.

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À procura de Lucas


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Sunday, July 14, 2013

Oandlig


Oandlig




Meu nome é… Para dizer a verdade, não tenho nome. Não sou daqui, não tenho corpo, mas não sou espírito também. Existo, porém. Não que seja difícil explicar, isso eu sei como fazer, e como sei. O problema é você entender. Alguma coisa eu posso explicar, outras nem vai adiantar, pois você não tem referência, vai ser completamente impossível você sequer chegar perto de um entendimento. Além de tudo, se você endendesse, não acreditaria. Se eu estivesse no seu lugar, no seu tempo, com suas características, eu também não acreditaria.
Em todo caso, algumas coisas, você pode saber. Por exemplo, eu sou do futuro, mas não do jeito que você está pensando. O que quero dizer, estou a mais de 300.000 anos daqui. Mas seu agora é meu agora. Existem características sobre a maneira como você conta o tempo, que faz com que seja difícil você me acompanhar. Existe algo mais. Nem quando a sua espécie alcançar a mesma idade da nossa, ainda assim ela não vai ser igual  à nossa. Vocês são, como por assim dizer, de outra dimensão. O fato é que nós podemos visitar vocês, mas você nunca vão conseguir nos visitar. Nós somos muito, muito, diferentes. Você precisaria estar numa outra dimensão e, além disso, estar  uns 300.000 anos no futuro. É difícil qualquer forma de comparação. No entanto, estou aqui falando com você. Não sou eu mesmo, mas isso você também não entenderia.
O que vou dizer agora, vai parecer estranho. Estou aqui, como se stivesse retido por um tempo, por causa de um defeito. Eu sei que alguém tão adiantado como nós, não deveria ter defeitos. Mas o defeito não foi nosso, foi de vocês. Isso, também, você não entenderia, eu sei. Por falar nisso, há muitos de nós por aqui. Muitos mesmo. Vocês não nos vêem, não nos sentem. Mas nós podemos não só ver vocês, como também sentir, saber o que vocês estão pensando, podemos saber tudo. Meus iguais vão e vêm. É como se estivéssemos estudando vocês. Quando queremos, “entramos” em vocês, para saber de outras coisas. Como se fosse “conhecer vocês por dentro”, acho que você me entende. Não podemos ficar fazendo isso o tempo todo, por causa do problema das “dimensões”.
Quando entrei nesse alguém, senti que poderia haver problemas. Ele é humano, sim, mas havia um problema com ele. Fiquei “preso” dentro dele, por assim dizer. Eu vou conseguir sair, é algo provisório. Por falar nisso, nós não morremos. Quero dizer, é como se não tivéssemos tempo, como se só houvesse o que vocês chamam de “presente”. Por isso, não tenho pressa de sair. O que eu preciso é encontrar alguém como ele, como a pessoa que estou habitando. Só daí posso fazer uma espécie de conexão, e me libertar do corpo que habito agora.
Eu queria explicar muito mais para você, mas é absolutamente inútil. Nem que você estivesse a centenas de milhares de anos na frente, ainda haveria o problema das dimensões. Nós, antes também não conseguíamos transitar entre elas. Nós sabemos, entretanto que vocês nunca conseguirão. É uma questão de “essência”. Nem sei por que estou falando com você. Saber eu sei. Talvez você aprenda algo mais. Talvez você aprenda que niguém sabe nada. Para você ter uma ideia, nem nós sabemos tudo. Estamos longe disso. A diferença é que nós sabemos o que sabemos e o que nunca saberemos. E o que sabemos é muito, é fácil para você ter uma ideia. E sabe de uma coisa? O que não sabemos ainda é muito mais. Muito mais... Se você quiser me chamar por um nome, pode me chamar de Oandlig. É uma palavra de um lugar aí de vocês, chamado Suécia. É o que mais chega perto do que eu sou.

Isso mesmo, pode me chamar de Oandlig.

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