Showing posts with label jorge ben jor. Show all posts
Showing posts with label jorge ben jor. Show all posts

Friday, October 3, 2014

Uma Nêga Chamada Tereza (Jorge Ben Jor – 1969)











Uma Nêga Chamada Tereza (Jorge Ben Jor – 1969)

Em fevereiro
Tem carnaval
Eu tenho um fusca e um violão
Sou Flamengo, tenho uma nêga
Chamada Tereza
Ah!Ah!
Composição: Jorhe Ben Jor (1969)


Conheço a nega chamada Tereza do Simonal e conheço a Madre Teresa. Não pessoalmente, é claro, mas já ouvi falar delas muitas vezes. A única coisa que elas têm em comum é que ambas se chamam Teresa. Fora isso é só diferença, a começar que uma é de verdade, a outra é ficção. Daí para frente é diferença que não acaba mais. Pois bem, meus amigos, outro dia ouvi falar de mais duas Teresas. Além de ter o mesmo nome, as duas são de Atlanta. Ah, estava me esquecendo, elas têm mais uma coisa em comum, são da raça negra.  Você vai me dizer que ainda é pouca coisa em comum. E você está certo, porque em tudo mais elas são diferentes, incluindo coisas super básicas, como idade, sobrenome, altura, etc. O que eu estou querendo dizer é que não há como confundi-las. Pois bem, a polícia de Atlanta não pensa o mesmo. A primeira Teresa, que não é a do Simonal  (com “Z”) e muito menos a de Calcutá, mas que tem o sobrenome de Culpepper, teve sua caminhonete roubada. Chamou a polícia, o que é óbvio, para registrar a ocorrência. A dita cuja (polícia, que é dita, mas não Teresa)  vem e prende a Teresa que é Culpepper. Embora o sobrenome lembre “culpa” se você forçar a imaginação, a Teresa – the First – não tinha culpa nenhuma no cartório. Talvez alguém tenha pensado, Culpepper igual a “culpa, se quer” o que sugeriria que a dita Teresa, primeira, seria culpada. Mas mesmo  um medíocre advogado de defesa, poderia argumentar que culpa em inglês não é culpa, mesmo quando você culpar quer (desculpem-me, não resisti ao trocadilho). Assim sendo, eu diria no tribunal que culpa é “guilt”, e não é minha culpa que , em Inglês, nem mesmo em Atlanta, “guilt” nem de longe se parece com Culpepper ou culpa. Mesmo que fosse, isso só provaria que ela é Culpepper, a não culpada e não a outra. Pois bem, não houve conversa, a Teresa, nem a culpada, nem a do Simonal, nem a de Calcutá, a pobre Teresa, a da caminhote furtada, foi presa. Sem lenço, embora tivesse documento, mas  principalmente sem grana e sem fama, ficou 53 dias na cadeia. Outra consequência grave de se estar sem grana, além de ser preso facilmente, é não ter a mesma - grana -  para um advogado  ou para a fiança. Quase dois meses depois, quando um advogado público, que por ser de graça não é tão rápido como os demais, embora continue público, descobriu através da vítima da outra Teresa (obviamente não a de Calcutá, etc, etc) que a Teresa da caminhonete roubada não era a culpada. Pois bem, já fomos para a lua, sabemos fazer mapa genético  e muitas outras coisas, mas, francamente, diferenciar duas Teresas, na mesma cidade, você está querendo demais, certo?  A favor dos policiais, tenho de admitir que eles tinham um mandado de prisão. É claro que, contra os policiais, tenho de admitir que no mandado havia o sobrenome correto da verdadeira culpada e que este sobrenome não era Culpepper. Estou dizendo, esse pessoal fica falando mal do Brasil... Eu garanto que isso não aconteceria em nossa querida terra. Para começar, os policiais jamais teriam ido até a casa da Teresa, nem da primeira, nem da segunda, quanto mais para Calcutá . Voltando para Atlanta, eu mencionei que as duas Teresas tinham a mesma cor? Será que é por isso que os policiais...?

Links:
Teresa Culpepper
a Tereza do Simonal

><><><><><><><><><><><><>
<<<<<<<<<<<<<<<<<>>>>>>>>>>>>>>>>




Para comprar nos Estados UnidosCLIQUE AQUI



Monday, December 17, 2012

Chove chuva, chove sem parar











Chove chuva, chove sem parar

O senhor Mendes sabe falar inglês muito bem, é um excelente representante comercial e precisa viajar. Vai para todo lugar: Nordeste do Brasil, América do Sul, Europa, Estados Unidos...Já se acostumou. Sempre existem os dois lados da  moeda. É sempre bom conhecer novos lugares, “sentir” outras culturas, ver as coisas de um outro ponto de vista. Por outro lado, a saudade é uma coisa cruel. Quando você está muito tempo fora, às vezes ela vem sem avisar e dói...Eu sei. A sua terra é cheia de defeitos, de coisas absurdas, mas...você sente falta. Era assim que Mendes estava se sentindo naquele dia. Chuva, muita chuva. Afinal de contas, ele estava em Seattle, o que poderia se esperar?
Pelo menos, o dia estava acabando. Uma última tarefa e, definitivamente, bem fácil. A entrevista que ele havia programado não iria acontecer. O diretor da firma estava viajando e tudo que ele tinha de fazer era deixar os catálogos com a secretária. Assim que ele cumpriu a “difícil missão” na “1st Avenue”, andou dois blocos e entrou numa cafeteria. Pegou um café, sentou-se junto a uma mesa e olhou para fora. A chuva havia aumentado um pouco, as pessoas se apressavam. Era bom estar ali, aquele aroma gostoso se espalhando pelo ar. Pensou um pouco na vida. Valia a pena estar sempre viajando, longe das pessoas amadas? Uma pequena tristeza invadiu seu coração. Ali, tão longe de casa, pessoas diferentes, coisas diferentes, cultura diferente. Por uns instantes pensou em tudo que por dois meses deixara para trás.
Estava absorto em seus pensamentos, em suas lembranças, quando, de repente, começou a ouvir um som que parecia familiar. Era o Jorge  Ben cantando: “Chove chuva, chove sem parar...”  eu sei que eram as circunstâncias, Mendes estava sozinho, há muito tempo fora...E de repente, ali, noutro país, aquele som gostoso, conhecido. O fato é que ele estava emocionado.
Aquele momento transformou-se em magia. Foi um bálsamo para a alma, um remédio para a dor, uma alegria para o coração...O Mendes se deliciou. O Jorge Ben cantou a música até o fim e ele não perdeu uma só nota, uma só sílaba. De todas as reuniões e compromissos da viagem, aquele encontro foi o mais importante e..inesquecível.

Vídeo: Jorge Ben

o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o


Essa vida da gente

Para adquirir este livro no Brasil 

--------------------

Para adquirir este livro nos Estados Unidos