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Monday, January 20, 2020

Um anjo e três cidades: Caieiras, Bertioga e Embu





Um anjo e três cidades: Caieiras, Bertioga, e Embu



Décadas atrás, a então pacata cidade de Caieiras recebeu a visita de um anjo, que depois se mudou e, por caprichos do destino, acabou se afogando em Bertioga. Logo depois foi enterrado em Embu. Foi assim que 3 inocentes cidades conheceram um famoso anjo e entraram na história mundial. Em Caieiras viveu na Melhoramentos, sob o nome de Wolfgang Gerhard, identidade emprestada de um amigo que voltou para a Áustria.

Esse anjo, porém, não era um anjo qualquer: era o Anjo da Morte. Foi responsável pela morte de centenas de milhares de judeus e por “experiências” científicas que deixariam carrascos da Idade Média boquiabertos. Uma de suas preferências eram os gêmeos: fazia experimentos que não vou relatar aqui para não deixar meu leitor chocado.

O nome do “Anjo” era Josef Mengele, um dos mais famosos nazistas, e que acabou escapando do julgamento em vida. Por isso não acredito no dito popular “Aqui se faz, aqui se paga.”



Leia mais:

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47142678

https://super.abril.com.br/especiais/mengele-as-tres-vidas-do-anjo-da-morte/




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À procura de Lucas  (Flávio Cruz)
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Tuesday, January 31, 2017

St. Louis, mais uma vez



St. Louis, mais uma vez

Com a recente história de controle imigratório nos EUA, voltou à tona uma história americana que muita gente gostaria de esquecer por sentimento de culpa ou constrangimento. Em 1939, um navio com 900 judeus, que fugiam dos nazistas, tentou aportar em terras americanas, em busca de asilo. O St. Louis foi impedido de ancorar por aqui. Tiveram que voltar para seu ponto de origem. No final, 250 de seus passageiros foram executados pelo regime nazista.
Os historiadores contam que vários fatores pesaram na decisão das autoridades americanas. A opinião pública, influenciada por “formadores de opinião”- sim, eles sempre existiram – achava que podia haver nazistas infiltrados que, mais tarde, poderiam causar danos aos americanos. Outros fatores foram também apontados, mas, lá no fundo, o que mais pesou foi o puro preconceito. Depois de estarem a uma distância curtíssima da salvação, da liberdade, do sonho de começar uma nova vida sem opressão, foram devolvidos a seu destino, que, como se sabe, foi muito cruel. Covardia, negligência, falta de visão, e outros fatores contribuíram para que essa barbaridade fosse cometida.
Como diz a sabedoria popular, a história se repete. Há poucos dias atrás, centenas de refugiados, que conseguiram esse status depois de um penoso e complexo processo exigido pelos americanos, acabaram sendo devolvidos para seus carrascos. Justificativa: medo de haver terroristas no meio deles.

Que Deus – qualquer que seja sua religião-  tenha misericórdia deles. Mais uma vez o “St. Louis” vai voltar, dessa vez pelos ares. Os carrascos são outros, os que rejeitaram o socorro são os mesmos.

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Saturday, August 6, 2016

Besta ressuscitada



Besta ressuscitada

Anos antes da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha passava por uma crise insustentável. Problemas econômicos sérios, além de outros, afetavam profundamente seu povo. Em meio a esse horrível ambiente histórico, apareceu um líder. Ele conseguiu somar toda a frustração, todo o medo do futuro, toda a dor do seu povo e canalizá-los para um ultranacionalismo, um ódio ilimitado contra estrangeiros, no caso, os judeus. Virou o salvador, o guia, que deveria ser seguido e reverenciado como um ser superior, um quase deus. Sempre há as pessoas de bom senso e racionais que conseguem enxergar mais do que aquilo que está à sua frente, mas eles, depois de alguma resistência, foram voto vencido. E surgiu Hitler: um ditador com uma incrível necessidade de culto à própria personalidade.
E aconteceu a grande guerra. Pode um povo inteiro errar, ser enganado? Pode. Aconteceu mais de uma vez. Todos conhecem os resultados.
Donald Trump está fazendo agora exatamente a mesma coisa. Está canalizando a frustração de uma camada da população para energizar sua campanha à presidência dos Estados Unidos. Usa o medo de perder o emprego para imigrantes, o medo de ser atacado por terroristas, com outros tantos medos, para seu propósito. Mistura religião, raça e extremismo num discurso em prol de um nacionalismo americano, que mal esconde sua característica racista. E, talvez, o elemento mais importante para se fazer um falso líder: culto à personalidade.
É tudo tão óbvio, tão igual.  O que impressiona é que uma grande parte do eleitorado não percebe. Desta vez, o que acontecer, não vai se restringir somente à Europa. Vai ser uma catástrofe mundial.

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos livre de tal monstro.