Wednesday, February 15, 2017

Noite de amor





Noite de amor

Sussurros,
suspiros,
arrepios,
murmúrios,
gemidos,
calafrios,
respiros,
cochichos,
toques e beijos,
tudo isso numa intensa, densa, doce, noite de amor.

 =============

 À procura de Lucas



Para adquirir este livro no Brasil 

Clique aqui  ( e-book: R$ 7,32 / impresso: R$ 27,47)

Para adquirir este livro nos Estados Unidos 

Tuesday, February 14, 2017

Um abraço, por favor




Um abraço, por favor

Preciso dum grande abraço,
daqueles quase eternos,
bem apertado, mas terno,
para do peito, o aço,
rígido, amolecer.
Urgente também preciso,
de um meigo sorriso,
para minha pobre vida,
com graça iluminar.
A existência bandida,
muito longe, para trás,
quero urgente deixar.
Um abraço sério, puro,
quem, por favor, vai me dar?

                   =============

 À procura de Lucas



Para adquirir este livro no Brasil 

Clique aqui  ( e-book: R$ 7,32 / impresso: R$ 27,47)

Para adquirir este livro nos Estados Unidos 

Monday, February 13, 2017

Valentine’s day, já faz tanto tempo


Valentine’s day, já faz tanto tempo

Já faz tanto tempo e o tempo já fez tanta coisa nos nossos corpos. Branqueou nossos cabelos, colocou manchas e rugas na nossa pele. Já não somos tão rápidos como antes, já não nos lembramos de tudo. Existem outras coisas que estão acontecendo com nossos corpos, consequência do próprio ato de viver. No entanto, meu amor, os seus olhos ainda brilham tanto e seu sorriso tem uma graça que não sei explicar. Você completa minhas frases e eu as suas. Às vezes estou pensando alguma coisa e olho para você...  e imediatamente sei que você está pensando a mesma coisa e você sabe que eu sei. Não me canso de olhar para você, de conversar com você, de ficar em silêncio com você.
Você me encanta. Você é amiga amante e amante amiga.  Você conspira comigo, você me inspira. E eu suspiro toda vez que me lembro de você. O tempo passa e, incrivelmente, você fica cada vez melhor, mais minha.
Todo dia, para nós, é dia de comemorar. Nosso amor, nossa vida. Mas, como hoje todo mundo está falando que é Valentine’s Day, está bem, eu cumprimento você mais uma vez. Mas você sabe, meu amor, para nós todo dia é Valentine’s Day.


ooooooOOO0OOOooooo

                       =============

 À procura de Lucas



Para adquirir este livro no Brasil 

Clique aqui  ( e-book: R$ 7,32 / impresso: R$ 27,47)

Para adquirir este livro nos Estados Unidos 

Saturday, February 11, 2017

Uma Fábula Moderna



Uma Fábula Moderna

Dicionário Houaiss:
Fábula: substantivo feminino
Rubrica: literatura.
curta narrativa, em prosa ou verso, com personagens animais que agem como seres humanos, e que ilustra um preceito moral

Era uma vez um grande formigueiro. Todo moderno, cheio de entradas e saídas, canais e túneis se entrelaçando com vias suspensas. Muita atividade, muita organização. A Rainha do formigueiro comandava e todos obedeciam. Tinham um orgulho muito grande do sistema que funcionava como um relógio. Era uma beleza ver tudo fluir com charme, precisão, eficiência. Vez ou outra uma formiga se portava mal e era eliminada. Algumas formigas se destacaram tanto que tinham sua própria parte na propriedade e outras muito mais que isso. E tudo ia muito bem no formigueiro.
O tempo passou e alguns formigueiros de fora começaram a provocar e ameaçar a ordem vigente. A Rainha mandou um pelotão de formigas bem treinadas e, com bom equipamento, eliminou qualquer nova ameça contra sua área de domínio. Ficou ainda mais forte, mais rica e mais respeitada. A Rainha aparentemente tratava bem tanto os pequenos habitantes como também os “formigões” que haviam prosperado muito. Dava, porém, puxões de orelhas em todos quando precisavam: pequenos, médios e grandes. O formigueiro cresceu tanto e havia tanto trabalho a ser feito que os habitantes não estavam mais dando conta. Do jeito que estava iam parar de crescer e isso não podia. Convidaram formiguinhas de fora para ajudar. Muitas vieram. Daí ficou um pouco complicado. Tinham de ficar contando tudo, registrar as formiguinhas de fora, dsitribuir por todo o formigueiro. Os formigões estavam com pressa e precisavam de mais formiguinhas para ajudar. Passaram a aceitar a pequeninas que vinham de fora, sem passar pelo portão principal, pois como eu disse no começo, havia muitas entradas e saídas. A Rainha ficou sabendo e inicialmente tentou coibir. Mas depois percebeu que era complicado e decidiu fechar os olhos, pois tudo, no final, seria para o bem do formigueiro. Lembrou-se até da frase do Genesis, “... e viu que era bom...”. E para certa surpresa de todos, a ideia se generalizou, a palavra se espalhou pelas localidades vizinhas  e muitas novas criaturinhas vieram trabalhar. Era bom para todos, principalmente porque essas danadinhas eram pequeninas mas trabalhavam mais do que muitas grandonas. E o tempo foi passando e tudo era bom para todos. Até mesmo auxiliares da Rainha, com opiniões bem diversas sobre todos os assuntos, achavam, embora não falassem, que era melhor deixar tudo como está.
Mais tempo se passou e as coisas aos poucos começaram a se complicar. Primeiro foi porque algumas formigas originais estavam se sentindo ameaçadas em seu espaço, no seu jeito de viver. As trabalhadoras visitantes eram muitas e invadiam tudo, gostavam de comer sua própria comida (algumas só faziam isso: iam buscar comida de fora para vender) e isso não parecia certo. Além do mais as novas habitantes não conseguiam se comunicar bem e muitas delas só o faziam entre elas mesmas. Parecia um formigueiro menor dentro de um formigueiro maior. Daí então foi que aconteceu o pior. Algumas auxiliares da Rainha que cuidavam da parte das finanças andaram fazendo umas trapaças ajudadas por outras que não cuidavam do dinheiro, mas tinham habilidade em manipular os demais. Quando a rainha percebeu, foi tarde demais. Ela tentou de todas as formas resolver os problemas causados por aquelas formigas gananciosas, mas foi tudo por água abaixo. Quer dizer, nem tanto, pois o formigueiro ainda era muito grande e tinha uma boa infra-estrutura. Substituiram a Rainha e muitos auxiliares, mas o problema ainda era grande e todos queriam achar os culpados pela situação. Muita gente ficou sem ter o que fazer e portanto sem condições de se sustentar. Foi aí que começaram a acusar as pequenas formiguinhas, que continuavam a trabalhar pesado, pois havia algumas coisas duras e penosas que ainda assim precisavam ser feitas. Falaram que as danadas estavam roubando o serviço dos verdadeiros habitantes e além disso elas não sabiam se comunicar e mais um monte de outras coisas. Começaram a perseguir as coitadinhas, ameaçá-las e até a prendê-las e mandarem-nas embora. Agora está assim, quase todo mundo contras as formiguinhas que trabalharam tanto e ajudaram a aumentar o formigueiro. É preciso dizer que ainda existem algumas “originais” que se lembram de toda a história e apreciam, gostam e protegem as visitantes. São poucas, no entanto.
Coitadas das formiguinhas... Não sei não...Não sei o que vai ser das pobres formiguinhas.


                =============

 À procura de Lucas



Para adquirir este livro no Brasil 

Clique aqui  ( e-book: R$ 7,32 / impresso: R$ 27,47)

Para adquirir este livro nos Estados Unidos 

Thursday, February 9, 2017

Reveillon todo mês

Reveillon todo mês



Lendo as notícias do dia, me deparei com duas que chamaram minha atenção. Em teoria elas não têm nada a ver uma com a outra. A primeira anuncia que há mais quatro planetas com características que permitiriam a existência de vida semelhante à nossa. Logo depois, li que um garoto de 8 anos morreu após ser espancado pelo pai. Ele não queria cortar o cabelo para ir à escola. Inicialmente não entendi  por que minha mente juntou os dois fatos, mas depois ficou claro. Nesse recém-descoberto corpo celeste poderíamos iniciar uma nova civilização. Cuidadosamente selecionaríamos os genes da nova raça. Faríamos tudo de tal forma que, nem em um bilhão de anos, tal forma de pai pudesse evoluir. Eliminaríamos da cadeia evolutiva tal possibilidade. E, claro, todos esses tipos de monstros não seriam sequer geneticamente possíveis.
É apenas um sonho, acho que teremos de conviver com essa subespécie ou tentar , em milhares de anos, consertar por aqui mesmo, o inconsertável.  Além do mais, um desses planetas tem mais uma interessante característica. Ele dá uma volta ao redor de seu sol – a estrela Gliese 682 – a  cada dezessete dias dos nossos.

Poderíamos, então, a cada pouco, comemorar um novo ano, quase dois “reveillons” por mês. Seria bom, pois então teríamos muito mesmo o que comemorar.


A notícia do pai assassino

                =============

 À procura de Lucas


Para adquirir este livro no Brasil 

Clique aqui  ( e-book: R$ 7,32 / impresso: R$ 27,47)

Para adquirir este livro nos Estados Unidos 

Tuesday, February 7, 2017

Menina Maria, Maria borboleta (um conto de crianças)



Menina Maria, Maria borboleta (um conto de crianças)

Ela ia de flor em flor, cheirando, admirando, tocando. Vestida de um amarelo brilhante, com laços de marrom sutil, parecia era mais uma flor entre outras flores. Quem olhasse de baixo, ia ver um monte de cores: o vermelho das flores, o verde das folhas, o amarelo dela e o azul do céu.
De repente ouviu um nome: Maria! Quem será que estava chamando? Chamando quem? Era uma vozinha de menina, suave, aveludada. Ela repetiu o nome. Foi então que ela percebeu que a chamavam de Maria. Maria era seu nome? Como não soubera antes? Ou será que sempre se chamou Maria e nunca ninguém se lembrou de chamá-la pelo nome?
De uma forma ou outra, gostou. Espalhou para todo mundo: Meu nome é Maria. As outras todas, vestidas como ela, de vibrante amarelo e de sutil marrom, acharam que elas eram Marias também. E elas estavam por toda a parte, em todos os jardins, em todas as flores. De repente todo mundo era Maria.
E a menina que chamou a Maria de Maria, vejam só, também se chamava Maria. E esse nome lhe tinha dado, porque como ela se vestia: amarelo – vibrante – e um sutil marrom.
E daí, os jardins daquela rua, viraram um encantamento. Era o azul do céu, o verde bravo das folhas, o marrom dos laços e o amarelo vibrante das vestes. Eram as marias, borboletas, e a Maria que tudo começou, a Maria menina.
Menina Maria, Maria Borboleta, azul do infinito, amarelo como se fosse ouro brilhante. Tudo isso pintado no canvas azul do céu. Voavam, brincavam, eram um monte de cor. Foi então que fizeram um arco imenso no céu. Um enorme arco-íris. Numa ponta a Maria menina, no arco as borboletas, noutra ponta o pote de ouro.

Veja só o que essa menina Maria fez. Uma confusão danada! Maria sempre foi assim, cheia de imaginação.

                                       =============

 À procura de Lucas


Para adquirir este livro no Brasil 

Clique aqui  ( e-book: R$ 7,32 / impresso: R$ 27,47)

Para adquirir este livro nos Estados Unidos 

Sunday, February 5, 2017

Eva, Eva, o que foi que tu fizeste?



Eva, Eva, o que foi que tu fizeste?

Segundo os estudiosos da Bíblia, o Jardim do Éden, lá descrito, encontra-se na região onde os rios Tigre e Eufrates se encontram. Em outras palavras, no atual Iraque, perto da fronteira com o Irã. É de se coçar a cabeça e a minha me faz lembrar que não é muito longe dali que recentemente deceparam algumas de jornalistas e outras pessoas inocentes. É por ali que estamos vendo uma das maiores crises humanitárias da História. Por ali é que crianças sofrem horrores, que nem um bandido deveria enfrentar. No mesmo lugar, muitas mulheres são tratadas como lixo.
Talvez seja por isso mesmo? Uma espécie de castigo por Adão e Eva terem desobedecido a Deus nesse exato lugar, onde se passa a história descrita em Gênesis? Para usar termos bíblicos, isso é uma ironia em proporções apocalípticas. Paraíso e inferno no mesmo lugar? Sendo ateu ou religioso, é uma coisa para se pensar.

Por isso, cabe aqui a pergunta: “Eva, Eva, o que foi que tu fizeste?”

*************



  À venda


Lançamento no Clube de Autores:  Insólito

Para comprar no Brasil ( impresso ou e book) clique: 



Para comprar nos Estados Unidos clique