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Saturday, January 28, 2017

A ultradireita e as “margaritas”



A ultradireita e as “margaritas”


Uma ala da extrema direita, nos últimos anos, tem estado muito arisca. Acham que grande parte dos problemas americanos são os imigrantes, principalmente os hispanos. Alguns falam em deportação, outros falam em se obrigar a falar Inglês e, os mais extremados, até em se proibir o uso do Espanhol. Certamente desconhecem a história do próprio país, não sabem que uma boa parte do oeste e do sudoeste americano, nada mais eram que território mexicano há um tempo que, historicamente, não está tão distante assim. A cultura, incluindo língua, culinária e topônimos, está profundamente impregnada na terra e na população.
Fico imaginando os extremistas querendo mudar os nomes El Paso, Los Angeles e Santa Fe para algo assim como  “The Step”, “The Angels” e “Holly Faith”. Quem sabe “Saint Anthony” e “Saint Francis” substituindo San Antonio e San Francisco? Sem graça, tanto quanto o oposto de se querer chamar Yellowstone de “Piedra Amarilla”.  Será que eles querem banir toda a comida mexicana e as “margaritas” também?

Toda vez que alguém vai para um extremo, acaba ficando ridículo.Que tal relaxar? Olha que belo e sugestivo é o nome  “El Paso”! Não é deliciosa essa mistura maravilhosa de nomes latinos, hispânicos, com  algumas das duras palavras anglo-saxônicas?  Quebra o gelo, não quebra? Além disso, não é gostoso poder comer “fajitas” e “tacos”, além de hambúrgueres? Poder escolher entre margaritas e uísque do Tennessee? Entre uma cerveja americana e uma do México? Relaxa, ultradireita, relaxa, a vida é boa, ainda mais perto dos trópicos...


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         À procura de Lucas


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Friday, February 28, 2014

El Paso

El Paso



A música country americana e a música sertaneja brasileira têm coisas comuns em seus temas. Falam de amores trágicos, paixões banhadas por sangue. Traduzida de maneira livre,aqui está a bela canção cantada por Marty Robbins. Paixão, sangue e morte na letra da música “El Paso”:
“Eu me apaixonei perdidamente por uma garota Mexicana, lá do lado oeste do Estado do Texas. À noite, você poderia me encontrar na cantina da Rosa, enquanto a música tocava e a Felina dançava.
Os olhos dela eram mais escuros do que a noite, malvados e perversos quando jogavam um feitiço. Meu amor por ela, profundo. Era em vão, porém, posso garantir. Uma noite, um jovem cowboy, tão selvagem quanto o vento do oeste do Texas, entrou, arrojado e ousado no bar.  Lá estava ele a compartilhar um drinque com a malvada Felina, a mulher que eu amava. Com grande ódio, questionei  o direito dele amar essa jovem. Ele baixou a mão à procura de seu revólver.  Demorou menos que o tempo de uma batida do coração para eu responder e o formoso rapaz cair morto no chão.  Por um momento fiquei ali, parado, abobado com a coisa estúpida que tinha acabado de fazer. Muita coisa passou pela minha cabeça enquanto eu ficava pasmado, sem me mexer. Entretanto, o único recurso que me restava era fugir.
Corri para o fundo da cantina da Rosa onde os cavalos estavam amarrados. Escolhi o melhor, um que parecia correr bem, montei e cavalguei o mais rápido que pude da cidade texana de El Paso para as fronteiras do México.
Se eu voltasse para El Paso, minha vida não teria nenhum valor. Tudo estava acabado para mim, nada tinha restado. Fazia  muito tempo, porém, que pela última vez tinha visto aquela mulher, e meu amor, ainda assim, continuava mais forte de que o medo de morrer. Selei meu cavalo e fui, de volta, cavalgando sozinho na noite escura. Talvez no dia de amanhã, uma bala me encontrasse, mas nesta noite, nada era pior do que esta dor no meu peito.
Finalmente cá estou, de cima da colina, olhando para El Paso. Posso ver lá embaixo a cantina da Rosa. Meu amor é forte e me empurra para lá. E eu vou, então, em busca da Felina.
Do meu lado direito vejo cinco cowboys em seus cavalos e, do meu lado esquerdo, uma dúzia ou mais. Tiros e gritos, não posso deixá-los me pegar, preciso chegar até a parte de trás da cantina da Rosa. Algo está terrivelmente errado, posso sentir uma dor que queima do meu lado. Embora eu tente ficar montado, estou ficando cansado, incapaz de cavalgar.
Mas meu amor por Felina é tão grande que eu me levanto de onde caí. Apesar de meu cansaço, não posso parar para descansar. Vejo a fumaça branca dos rifles e posso sentir a bala lá no fundo do meu peito.
Do nada, Felina me encontra, beija minha face enquanto se ajoelha perto de mim. Sustentado por aqueles dois braços pelos quais eu daria minha vida, recebo um último beijo da Felina e... adeus!”

Assim termina a história da trágica paixão do cowboy pela misteriosa Felina...