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Wednesday, August 17, 2016

O feliz casamento que nunca aconteceu



O feliz casamento que nunca aconteceu

Não queria chegar atrasado, fazia muito tempo que não via a Maria. Sem problemas, porém. Ela era daquelas que depois de anos fala um “oi” de anteontem.  Peguei a camisa xadrez que só tinha usado uma vez, um jeans de azul bem clarinho, dei uma penteada nos poucos e remanescentes cabelos, saí, e comecei a dirigir.
Estava feliz em poder ver aquele sorriso gostoso de novo. Insuspeito, de uma malícia leve e sem maldade. Nunca entendi porque nunca nos apaixonamos, não nos casamos. Sempre nos demos tão bem. Poderíamos conversar horas sem cansar. Seríamos um casal perfeito.
De repente meu pensamento estava viajando. Me imaginei pedindo sua mão, ela rindo, a gente se casando. As imagens voavam em minha cabeça. Nosso primeiro filho, depois o segundo para logo ficarmos livres e viajarmos todos juntos. Imaginei o dia a dia, as refeições, as noites de papos intermináveis.
De um momento para outro, no entanto, me vi discutindo com ela. Ela chorando lágrimas amargas, embora eu tivesse certeza de que a razão estava comigo. Nomes feios, palavras duras que não queríamos falar. Tudo tinha mudado.
Entendi, então, porque não nos casamos. Ainda bem!
Obrigado, Maria, por nunca ter casado comigo. Não sei como faria sem uma amiga como você!

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Sunday, July 17, 2016

O Casamento



O Casamento

Dan e Jessi moravam juntos há 11 anos. Parecia um conto de fadas. Muito amor, muito carinho.  Tinham até uma filhinha de 5 anos, a Trisha. Faziam quase  tudo juntos. Para lá e para cá, sempre de mãos dadas.  As amigas tinham até inveja e os amigos desconfiavam. Um dia, Susan, uma das amigas de Jessi, perguntou para ela por que Dan não se casava com ela, já que a união era tão estável? Sabe, a menina precisa de um pai “oficial”... "Para quê?", retrucou Jessi, se somos felizes assim? Outro dia foi a vez de Betty. Não entendo por que vocês não se casam, já que estão juntos há tanto tempo. Respondeu Jessi que estavam bem assim, que não era necessário. Não, ela não ligava não que a união não era legalizada. Volta e meia alguém falava alguma coisa. Que gente xereta, sempre se intrometendo na vida dos outros, pensava Jessi. Um dia comentou com Dan os  falatórios das amigas, que gente chata, intrometida! Dan concordou e disse que também um amigo dele, o Rick, fez um comentário. As pessoas adoram se meter na vida alheia, concordaram.
O tempo passou, pelo menos mais um ano. Cada amigo ou amiga nova, depois de um certo tempo – quando adquiriam uma certa intimidade – vinha com a mesma história. Por que...? Um dia Jessi  falou para Dan, que se ele achasse bom, talvez, quem sabe, poderiam se casar. Pelo menos as pessoas e os parentes parariam de “encher a paciência”, para não dizer outra coisa... Ele não estranhou, disse quem sabe, vamos pensar. Um mês depois, ele falou para Jessi que se ela quisesse, tudo bem, poderiam se casar.
Combinaram uma data, um lugar, contrataram os serviços, a igreja, o bufê. Uma nota! Tiveram de fazer empréstimo. Bom, se é para casar, vamos fazer bem feito! Muita alegria, muita preparação, chegou o dia, muita festa. Uma felicidade, um acontecimento. Até lua de mel aconteceu. A Trisha não gostou muito pois teve de ficar uns dias com a avó.
Voltaram da viagem e a vida recomeçou. Trabalho, serviço de casa, rotina. Estava tudo bem. O primeiro mês foi muito duro, tinham dívidas para pagar: aquelas do casamento. Os dois pegaram horas extras, foi muito cansativo. O segundo mês foi ainda mais duro, porque já estavam cansados do primeiro. No terceiro mês, deram uma folga, pularam alguns pagamentos. No quarto mês, horas extras de novo, mas aí as dívidas eram maiores e havia juros e as companhias começaram a telefonar e fazer cobranças. Os dois estavam irritadíssimos. Um dia discutiram, não foi uma briga muito feia, mas foi triste. Afinal, eles não estavam acostumados a brigar. Beijinhos, desculpas, nós vamos sair dessa. Passou mais algum tempo e não saíram. As dívidas aumentaram. Afinal, o gasto era maior do que podiam aguentar. Nunca deveriam ter ouvido a conversa dos outros. Um dia a briga foi feia. Falaram coisas, um para o outro, que nunca haviam falado. Uma nuvenzinha se instalou nos corações dos dois. Depois de algum tempo as nuvens aumentaram e virou uma tempestade. Agora, era briga quase todo dia. Saía até palavrão. Você pode imaginar? Dan e Jessi  falando palavrões?
Os dois se conheciam tão bem que não precisaram conversar muito para chegar à conclusão que a única saída era o divórcio. Não tinham nada para dividir, só as dívidas. A Trisha ficaria um pouco com cada um. O estranho que nessa fase nenhuma amiga ou amigo chegou para conversar, dar conselho. Fofoca, é claro, havia muita. Era o assunto predileto nos intervalos de trabalho.
Foi assim que terminou o o relacionamento de Den e Jessi. Sinto muito se você esperava um final feliz. Para dizer a verdade nem sempre há um final feliz. Para ser  franco mesmo, muitas e muitas vezes não há um final feliz.






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Tuesday, January 5, 2016

A lista

A lista



O casamento está chegando, é preciso preparar a festa. E para fazer isto é necessária uma lista de convidados. Os noivos, felizes, se reúnem para tal.
Cada um com seus nomes, suas anotações. Primeiro, os convidados óbvios, parentes diretos, família próxima. São uns quinze, deduzidos aqueles que não vêm porque moram muito longe, porque têm algum desafeto ou porque simplesmente morreram. Daí começam os opcionais. Esta palavra não é apropriada, pois para cada um, a sua lista é obrigatória. A noiva fala de suas três grandes amigas, inseparáveis, fiéis desde a infância: a Renata, a Lizete e a Georgina. O noivo imediatamente veta a Lizete e põe restrições às outras duas. A Lizete? Aquela cobra que falou mal de mim e disse que você estava bem melhor com seu ex-namorado? Que eu não era homem suficiente para você? Aquela falsa que ficou tentando fazer você voltar com aquele idiota? As três ficaram em suspenso para não dar briga, depois voltariam ao assunto.
Chegou a vez do noivo. Seus dois melhores amigos, amigos de verdade, precisariam vir: o Ronaldo e o Zico. O Zico, tudo bem, mas o Ronaldo? Só se ele vier sem a namorada e sem a mãe, aquelas duas fofoqueiras. Falaram no restaurante que você poderia ter escolhido melhor. Fingiram que não viram que  minha amiga estava na mesa ao lado e falaram de propósito. Na maior cara de pau, dando um recado desses para mim. O Ronaldo também não era grande coisa, onde se viu homem deixando a mãe se meter assim na vida dele? Conclusão, o Ronaldo ficou em suspenso e o Zico, por associação, também.
E a coisa foi piorando. Aquela fulana tinha namorado o irmão do noivo, ia ficar esquisito. Aquele fulano tinha paquerado a noiva por mais de um ano, quer coisa mais estranha estar ali na festa? Depois de uns 80 nomes, apenas 5 ou 6 haviam sido aprovados.
Chegou uma hora que não deu mais. Houve uma discussão, falaram-se coisas que não se deviam falar. Cancelaram a festa, cancelaram o noivado, ficaram um mês sem se falar.
Depois, aos poucos foram voltando. Começaram a morar juntos e acharam que era melhor assim, sem se casar. Havia um monte de vantagens... Até posso fazer uma lista de todas as coisas que se ganham em não se formalizar um matrimônio. Lista? Não, lista não, pelo amor de Deus...

 
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Saturday, April 4, 2015

O Cruzeiro do Amor, tudo é fantasia...


O Cruzeiro do Amor, tudo é fantasia...

Isabela e Leonardo formavam um belo casal. Amaram-se, casaram-se. E o tempo passou. Nada como um casamento para destruir um grande amor. Bem...não tão grande assim, pois senão nunca teria sido destruído, não é?
Tudo tem conserto. Isabela e Leonardo resolveram consertar o que parecia perdido. Sugestões de amigos, pesquisa na internet, e resolveram: um cruzeiro, os dois juntinhos, lá longe, e o amor voltaria, esplendoroso, belo, devastador...
O nome do navio não poderia ser melhor: “Fantasia”...Saindo de Veneza, depois Bari, Katakolon, Santorini, Pireu, como a Grécia é linda! Seria impossível não ressuscitar um amor. Paisagens lindísssimas, pessoas bonitas e maravilhosas de todo lugar:  Suécia, Alemanha, França, Itália...
Finalmente o cruzeiro terminou. Acho que funcionou, os dois pareciam felizes. O coração humano, porém, quero dizer o coração da  mulher, tem segredos que ninguém consegue entender. Na hora de embarcar de volta para o Brasil, Isabela se abriu. Ia ficar por lá, o caso deles, Isabela e Leonardo, não tinha jeito, não...
A verdade é que Isabela tinha conhecido um homem da Suécia, mais novo que ela, no navio...Cruzeiro, fatídico cruzeiro! Isabela se foi com um bombeiro da Suécia, atlético, bonitão. Leonardo voltou só, sozinho, só...
Como disse, amor devastador...

Nomes das essoa: fictícios
Lugares: fictícios
Fato: verdadeiro


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À procura de Lucas


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Friday, February 8, 2013

Destino Cruel


Destino Cruel

A garotinha morava no final da rua. No outro final, morava o garotinho. Eles eram muito pequenos mas já sabiam o que era gostar. Ela olhava para ele, sem ele saber, e se enchia de amor. O coraçãozinho batendo forte, quase descompassado. Ele, também tinha sobressaltos quando a via. Um não sabia do amor do outro. Foram crescendo, nunca se falaram, nunca tiveram chance. Quando jovens, cada um foi para seu lado, para cidades distantes, cuidar da vida. Nunca se esqueceram dos olhares, daquela coisa gostosa no peito. Ambos se casaram com outras pessoas. Depois de algum tempo ele teve uma briga feia com a mulher e houve o divórcio. Pouco tempo depois ela também se divorciou pois o marido era um cafajeste. Ambos continuaram se lembrando da infância e sentiram saudades do amor infantil. Nunca mais se casaram com ninguém, nunca mais se viram, mas ficavam pensando um no outro, até ficarem velhinhos, até a hora da morte.
O destino às vezes é cruel, não é mesmo?

Wednesday, February 1, 2012

A Paixão de Jessica Anderson

A Paixão de Jessica Anderson
Seu nome era Jessica Cooper. Quero dizer, isto foi antes de se casar. Bonita que era, isto não foi difícil. E ainda mais, Jessica era graciosa, formosa, simpática e tinha até umas curvas sensuais, iguais àquelas que as brasileiras têm. O escolhido pelo destino para marido da linda mulher foi o Harry, Harry Anderson. Casamento bonito, cheio de gente, de alegria, sorrisos, fotos e tudo aquilo que esperamos de um casamento. A partir de então, por direito e por escolha, Jessica passou a se chamar Jessica Anderson. Tinha orgulho do nome, pelo nome em si e porque amava Harry. Harry era seu príncipe. Um  casamento lindo, coisa de cinema. Três meses se passaram e você não vai acreditar: o Harry, sem mais nem menos, de repente, um dia chega e fala que quer o divórcio. Não havia outra mulher, disse ele, apenas achava que não eram um para outro. Jessica não podia acreditar. Chorou, chorou e, humildemente, pediu para ele ficar, Pediu para ele não fazer aquilo. Foi humilde e não se revoltou. Bom, não teve jeito, ele não queria só separação, queria tudo no papel, divórcio de verdade. O mundo de Jessica caiu. Tristeza, choro. Na hora de assinar os papéis, então...Nem consigo escrever, dava dó da Jéssica. Em nenhum momento, no entanto, perdeu a compostura, não xingou, não amaldiçoou, não fez nada daquilo que uma mulher ferida em seus sentimentos costuma fazer e eu não preciso dizer aqui o que uma “fera ferida” pode fazer...Não só isso, conservou o nome de Jessica Anderson. No fundo ela tinha esperança de que ele se arrependesse e voltasse. Outros “príncipes” tentaram conquistar a nova "opção" no mercado do amor: Phillip, Charles, William e até outros que não tinham nomes de príncipes. 
Que nada, Jessica tinha paixão por Harry. Não queria saber de ninguém. No primeiro ano chorou muito. No segundo, um pouco menos. No terceiro não chorou mais, mas não se iludam, ainda queria Harry de volta e por isso não trocou seu sobrenome. Seus pais aconselharam e até suas amigas. Seria bom para sua cabeça - trocar o sobrenome – ajudaria a esquecer...Mas quem disse que Jessica queria esquecer? Continuou esperando e mais anos se passaram. Para ser preciso, sete anos se passaram. Talvez porque sete seja um número bíblico, ou talvez porque seja muito tempo, não sei por quê, um dia Jessica resolveu voltar a seu nome antigo. Agora era Jessica Cooper de novo. As colegas de trabalho elogiaram sua atitude. Isso sim. Agora era só esperar um novo príncipe.  Afinal, sete anos se passaram. Mas sabe de uma coisa? Ela ficou ainda mais bonita. Juntou a sua formosura um certo ar de “mulher adulta”que deixava qualquer homem louco. Aliás, não foi por falta de homem que ela não se casou. Apareciam jovens e também não tão jovens, de todos os lados. Quem não queria uma mulher como Jessica? Mistérios da vida, mistérios do destino. Mais sete anos se passaram e Jessica, Jessica Cooper, continua solteira, bonita e...eu desconfio...ainda amando Harry. Vá se entender o coração humano!

Tuesday, November 29, 2011

Lilly, Henry, Marcelo e Renata



Lilly, Henry, Marcelo e Renata

Lilly amava Henry e morava com ela mas não eram casados. Por quê? Porque Henry havia se casado com Renata, que na verdade amava Juan que não queria se casar. Henry e Renata eram casados, porque eram amigos, e foi por Renata precisar de documentos aqui na América, que ele com ela se casou. Henry apresentou Lilly para Renata, porque, afinal de contas, não tinha nada de mais, não eram rivais. Estava tudo claro, Lilly sabia que o casamento era “de mentirinha” e Renata sabia que Lilly amava Henry. Henry pensou que  então não havia nada de mais todos morarem juntos, pois afinal de contas, todos sabiam de tudo. Por conveniência ou por sei lá o quê, todos concordaram. Tudo ia bem. Daí então Lilly cismou que o que Renata sentia por Henry era mais que amizade e Renata cismou que Lilly não gostava dela e que ela não era uma coisa boa para Henry, que era uma pessoa bacana e além de tudo, era seu amigo. Nada disso era verdade e tudo tinha um pouquinho de verdade também. Essas coisas são difíceis de medir. Além disso, havia o problema de culturas diferentes, barreiras linguísticas e muitas outras coisas mais. No meio dessa confusão toda,  Renata conheceu um tal de Marcelo e se apaixonou por ele. Henry que, apesar de ser só amigo de Renata (embora, repito, fosse casado de papel) , começou a sentir um pouco de ciúmes, pois afinal ele era o marido. Marcelo foi apresentado a todos e ficou a par da situação. Marcelo, embora soubesse de tudo, achou que Henry não tinha o direito de ficar casado com Renata porque era ele quem a amava e esta história de documentos era besteira. Ele queria voltar para o Brasil e levar Renata consigo, deixar tudo isso para trás. Henry, agora, começou a gostar mesmo de Renata, primeiro por causa do desafio, segundo porque, agora percebia, Renata era mesmo uma mulher e tanto. Fizeram uma reunião pois a situação estava confusa. Foi uma boa briga, em parte porque o que queriam eram coisas diferentes e em parte porque havia uma tremenda confusão linguística. Passaram-se uns dias e, por acaso,  Marcelo estava na rua e encontrou  Lilly. Resolveram tomar um café e aproveitaram para se desculpar pela confusão do outro dia, afinal eram todos civilizados e não havia motivo para brigar. Marcelo então percebeu que Lilly na verdade era uma boa pessoa e uma gracinha de mulher. Lilly, agora que estavam a sós, também achou que Marcelo  era uma boa pessoa e só não entendia como podia gostar de alguém do tipo de Renata.
 Acabaram se encontrando outras vezes e se amando. Renata e Henry se sentiram traídos pelos dois, como pode? Acabaram ficando mais amigos ainda e fizeram uma frente contra os que, agora pareciam ser seus inimigos. Mas que diabos! Afinal de contas, os dois eram casados de documento e tudo, o melhor era mandá-los às favas, aqueles falsos e traidores. Foram para outra casa e Marcelo veio morar com Lilly. Acontece que Marcelo também não tinha documentos e Lilly acabou apressando o casamento entre os dois, pois, além de garantir o amor de Marcelo, bem, era melhor para todos.
Espero não ter feito nenhuma confusão e espero não ter deixado você confuso. Os quatro passaram a viver muito felizes, cada casal em sua casa, todos cidadãos desta grande nação, documentados e dentro da lei e tudo mais.
Estou me  esquecendo de algo...Ah, sim! Lilly, Marcelo, Renata e Henry viveram felizes para sempre. Não, não era isso! O que eu estava me esquecendo era do Juan. Pois bem, eu sinto muito, mas o Juan ficou de fora.

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Quadrilha -   Carlos Drummond de Andrade

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história
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"Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo
Que amava Juca que amava Dora que amava Carlos que amava Dora
Que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava
Carlos amava Dora que amava Pedro que amava tanto que amava
a filha que amava Carlos que amava Dora que amava toda a quadrilha"...

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Essa vida da gente

(crônicas e contos sobre o cotidiano)







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