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Monday, November 2, 2015

Amor, absolutamente amor

Amor, absolutamente amor



Para se apreciar a luz, é necessário que se conheça a escuridão. Para saborear o doce, é preciso termos sentido o amargo. Para entender a alegria, é necessário termos passado pela tristeza. Para curtir a vitória, foi preciso termos passado pela derrota. O prazer da exaltação só vem depois da humilhação. A liberdade só é bem apreciada, depois da reclusão. O som só é divino, depois do silêncio total. A excitação só pode acontecer depois da monotonia. A vida só tem seu valor total depois do perigo da morte. O valor da verdade só vem depois do prejuízo da mentira. A bonança só é valorizada uma vez que você tenha passado pela miséria. O alimento só é gostoso quando você está com fome.
Para se amar, no entanto, não precisa ter havido ódio. Amar não precisa de um contrário. Ele é completo em si mesmo, ele é absoluto e  já existia antes da criação. Assim sempre foi o amor. Só depois, por pura inveja, é que o ódio apareceu.

 ===(((()))===


Lançamento no Clube de Autores:  Insólito

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Wednesday, June 3, 2015

Borboletas



Borboletas

Estou caçando borboletas que não devem ser caçadas.
Usando palavras que não devem ser usadas.
Pensando o impensável.
Indo contra a corrente.
Falando o que não se deve.
Inventando histórias impossíveis.
Planejando o passado.
Pintando uma canção.
Escrevendo um quadro.
Compondo uma escultura.
Fazendo o que não se faz.
Acho que não fui planejado.
Acho que não chorei quando nasci.
Acho que nasci antes do tempo.
Acho que perdi a rota.
Acho que estou fora dos planos.
Acho que sou o contrário.
Já sei: Vou parar de caçar borboletas.


ooooooOOO0OOOooooo

A crônica acima não faz parte do livro abaixo

Essa vida da gente

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