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Tuesday, January 14, 2020

Exercício de história: Aqui está a solução de todos os nossos problemas




Exercício de história: Aqui está a solução de todos os nossos problemas



Fazer exercício é bom, a gente melhora o que está fazendo ou a maneira de pensar. Pensei em fazermos um de História. Este cronista, que não é especialista na matéria, pode aprender junto com o leitor. A minha proposta é simples. Pense num país imaginário, onde está tudo às avessas, só existe corrupção, onde os valores cívicos e sociais estão falidos e... bom, deu para se ter uma ideia. Acho até que você pensou num país específico. Não há solução. Eleições não funcionam, o povo continua votando nos candidatos errados e deixando os melhores de lado, se é que eles existem.

Precisamos usar nossa criatividade. Vamos montar um laboratório virtual, onde podemos ter ideias, imaginar soluções, etc. Para sermos radicais, vamos estabelecer que você, meu querido leitor, pessoa que certamente tem excelentes intenções, seja o encarregado desse grande experimento.

Para isso, eu, cronista que sou, com poderes absolutos de ficção, vou lhe atribuir poderes especiais. Não só isso, vou, com minha imaginação, criar as condições perfeitas para você estabelecer uma nova nação.

De repente, você tem poder total. Pode tirar do exercício qualquer político que desejar: desde o prefeito de Quixeramobim até o de Porto Alegre. Pode expulsar todos os deputados, estaduais e federais, senadores, ministros, todo mundo. Começar do zero. Problemas, revolta? Nada disso, lembre-se, estou dando total poder a você, amado leitor. Ninguém vai reclamar, e se o fizer, será preso. Ordem minha, neste fabuloso universo virtual que estamos criando. Daí, com calma, você escolherá um por um, todos aqueles que vão trabalhar com você: governadores, prefeitos, deputados, senadores, ministros, todos do poder executivo, do poder legislativo e até do judicial. Pessoal bom, que faz as coisas certas, que julga com honestidade, que não tem ambições políticas, que amam seu país: talvez, com esse paraíso político, nem haja o que julgar. Claro, existe a imprensa! Mas essa também estará controlada. Só vai falar coisas boas de seu novo líder – você, certo? – e nada de conversa mole. Ah, estava me esquecendo... Você tem 20 anos para mudar tudo! Convoque as pessoas mais sábias e justas que você conhece, traga todas para Brasília -oops, acabei de revelar o lugar – e peça para elas escreverem todas as leis de novo. Fazer uma nova Constituição, com calma, bela e perfeita, com diretrizes e salvaguardas mara manter um paraíso político, puro e justo por, pelo menos, 50 anos. Somos criativos, vamos conseguir!

Com tanto poder, com tanta força, com todo o apoio das pessoas mais inteligentes e honestas da nação, vai dar tudo certo. Daí, então, você sai do poder, e deixa esse magnífico grupo controlar tudo, estabelecer eleições, viver a democracia. Com toda a maravilha que viu, o povo só vai eleger gente do mesmo tipo que você escolheu: sincera e honesta.

Muito sonho, não é mesmo? Isso é impossível! Só na minha crônica alguém teria tanto poder assim!

Pois bem, eu lhes digo, os militares tiveram todo esse poder, talvez até mais, por incrível que possa parecer. E o que aconteceu? Foi bom, quanto tempo durou?

Na verdade, nada durou. Durante os 20 anos mesmo, já havia gente corrupta por eles escolhida. Paulo Maluf, José Sarney, você os escolheria para fazer parte do seu grupo especial? Lembra-se de que falei que você poderia acabar com todos os casos de corrupção, usando seu poder de demitir, de escolher seus próprios juízes? Nesse período, pelo menos uma dezena de grandes casos de corrupção ocorreram (o caso Luftalla, Delfim e a Camargo Correa, comissões da General Electric, Capemi, Coroa-Brastel e aí vai...): ninguém sabia, o silêncio de imprensa que eu dei para você, eles usaram para escondê-los. Lembra-se de que você poderia ter acabado com todas as “mamatas”, toda a gastança, verbas de gabinetes, remuneração de representantes  que aparecem uma vez por semana, salários altíssimos, aposentadorias para quem trabalhou apenas 8 anos, etc.? Tudo isso  na SUA Constituição, que, você teria determinado que só poderia ser alterada por uma imensa maioria popular. Pois bem, repito, eles tiveram esse poder! E o que foi feito? Acabaram com algum privilégio?

E o que aconteceu? Olha só a sequência, logo depois dos poderosos 20 anos: Sarney, Collor, Itamar Franco...

Confessa, quando começamos o exercício, você primeiro achou que era um exagero o poder que eu estava lhe dando, que só aconteceria num conto de fadas. Segundo, achou que, se alguém tivesse esse poder, teria garantido um país justo e honesto, pelos próximos 50 anos, ou talvez, para sempre...

Que coisa, hein? Como é bom fazer exercício de vez em quando... E fica a pergunta: a tomada do poder foi mesmo para consertar tudo?

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Friday, June 22, 2018

Um mundo de bolhas


Um mundo de bolhas

Vivemos num mundo de bolhas. Existem bolhas de alienados, de gente de esquerda, de gente de direita, de radicais, de extremistas religiosos, enfim, um monte de bolhas.
Obviamente entre elas não há comunicação. Uma ataca a outra, menos a dos alienados. Existe também uma gigante, enorme, deformada por causa do próprio peso, que está lá embaixo e nunca vai se levantar por causa de seu tamanho. É a a bolha doa pobres, oprimidos e abandonados. Acima de todas, estão duas bolhas pequenas, mas douradas, cheias de glamour: são as bolhas dos poderosos e a dos ricos. Elas estão sempre em contato e têm livre passagem de uma para a outra. Elas não se preocupam muito com as outras, somente quando alguma está crescendo muito, principalmente aquela do pessoal de esquerda.
A grande bolha dos abandonados não tem força para subir, a não ser que seja impulsionada por uma outra bolha poderosa. No entanto, ela nunca vai saber por que está subindo, se estiver subindo. No fim, ela sempre vai de novo ao chão, onde é seu lugar, e se esparrama.
Tenho muita pena da Grande Bolha, mas também não sei o que fazer por ela. Talvez eu até esteja lá também e nem esteja sabendo...



À procura de Lucas



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Sunday, September 4, 2016

Gênesis e o descobrimento da América

                

Gênesis e o descobrimento da América

No princípio criou Deus o céu e a terra.
E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
E os homens e as mulheres da América eram os índios. E eles viviam em paz. Viviam das plantas maravilhosas e das ervas miraculosas que Deus havia criado. Caçavam e pescavam só para comer. Viviam alegres e felizes pelas florestas. Era para ser sempre assim.
Era para cada um ficar em seu lugar: o homem da Europa na Europa, o homem da América na América. Deus, porém, tinha dado livre arbítrio ao homem. E o homem da Europa resolveu usá-lo, vindo para cá. E veio. E fez todas as coisas que fez, coitados dos índios. E a América nunca mais foi a mesma.
Os índios sumiram quase todos. E o homem branco, além disso, trouxe políticos e fez um Congresso Nacional.
Aí sim, foi o princípio do fim.

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À procura de Lucas


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