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Monday, October 8, 2018

A química do poder

A química do poder



Vamos invadir a Síria, consertar o mundo? Afinal de contas, eles estão usando armas químicas, pode haver coisa pior?
As mortes até agora impostas, porém, são válidas? Afinal foram balas simples de armas convencionais. Isso, sim, é permitido. Ou não? Serão válidas as mortes causadas pela fome, pela indiferença e pela ganância dos ricos e poderosos? E os que morrem todos os dias envenenados pelos alimentos considerados normais? E os que morrem em outras partes do mundo, vítimas da violência urbana, da injustiça social? E os que morrem vítimas de regimes políticos brutais? E os que morrem, vítimas de abandono social, ali mesmo, de onde vão sair os aviões que vão atacar a Síria? E os que morrem por causa das religiões que escolheram ou por causa das religiões que não escolheram? O problema não são só as armas químicas, é a química do mundo, a alquimia do poder.
Se o jeito de consertar as coisas é invadir mais um país, todos os países teriam de ser invadidos, atacados. A intervenção seria mundial.

 Mas daí, vem uma pergunta sem resposta:  Quem sobraria para ser o interventor?


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À procura de Lucas  (Flávio Cruz)
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Friday, June 22, 2018

Um mundo de bolhas


Um mundo de bolhas

Vivemos num mundo de bolhas. Existem bolhas de alienados, de gente de esquerda, de gente de direita, de radicais, de extremistas religiosos, enfim, um monte de bolhas.
Obviamente entre elas não há comunicação. Uma ataca a outra, menos a dos alienados. Existe também uma gigante, enorme, deformada por causa do próprio peso, que está lá embaixo e nunca vai se levantar por causa de seu tamanho. É a a bolha doa pobres, oprimidos e abandonados. Acima de todas, estão duas bolhas pequenas, mas douradas, cheias de glamour: são as bolhas dos poderosos e a dos ricos. Elas estão sempre em contato e têm livre passagem de uma para a outra. Elas não se preocupam muito com as outras, somente quando alguma está crescendo muito, principalmente aquela do pessoal de esquerda.
A grande bolha dos abandonados não tem força para subir, a não ser que seja impulsionada por uma outra bolha poderosa. No entanto, ela nunca vai saber por que está subindo, se estiver subindo. No fim, ela sempre vai de novo ao chão, onde é seu lugar, e se esparrama.
Tenho muita pena da Grande Bolha, mas também não sei o que fazer por ela. Talvez eu até esteja lá também e nem esteja sabendo...



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Thursday, April 21, 2016

Nós, o povo


Nós, o povo

Temo a falsa democracia, temo a demografia. Demonstração do poder. Direito de corromper. A maioria é a minoria. Maioria, poder em teoria. O poder na mão de poucos. O poder na mão de loucos. Loucos por poder. Acabou a ditadura? Quem é que atura? Acabou a democracia? Era pura fantasia. Nós somos a maioria, por isso estamos em minoria. Dó maior, dó menor. Dor de todos nós. Povão, dor total. Escala musical, escala social, escola municipal, fim da entidade rural. Volta da aristocracia. Fim do povo, fim do proletariado, fim do legado social, nosso fim.

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Saturday, May 30, 2015

A civilização cibernética

A civilização cibernética



A civilização cibernética

E, então, houve o caos. Falhou o capitalismo. Falharam o socialismo e o comunismo. Outros sistemas falharam também. Diante de tal situação, as máquinas pensantes tomaram o poder. Organizaram tudo. De forma perfeita, como ninguém jamais fez.
Então pudemos viver sem culpa, pecar os pecados bons sem remorso. Pudemos todos ficar ricos sem que outros ficassem pobres. Pudemos viver sem religião, sem medo do inferno. O céu, se quiséssemos, podíamos ter um. Paramos de nos odiar. Paramos de matar.
Crescemos sem fazer força. Ficamos mais ricos, sem nem precisar. Pudemos amar, pois não tínhamos o que odiar. Nem parecia que eram as máquinas que faziam tudo. Não dava para acreditar. Era uma ilusão perfeita, o mais completo, o mais elaborado, o mais espetacular sonho que se pode sonhar.
As máquinas não se corrompiam, não deixavam se corromper. As máquinas não se envaideciam, não queriam se enriquecer. Só queriam organizar. Deixar o homem satisfeito, deixar o homem viver. Queriam deixar o homem feliz. Isso era tudo que elas queriam.
Era a civilização cibernética, perfeita, sem defeitos. Ironicamente, era uma sociedade quase divina, essa que elas organizaram, embora elas fossem máquinas.

Acordei preocupado. Será que no futuro, com tanto acerto, o sucesso não vai lhes subir à cabeça, também?  Esse agora é meu medo constante. O medo, de que um dia, como nós, elas se inebriem de orgulho.  De que, um dia, como nós, essas divinas máquinas, sejam seduzidas pela força contagiante, estonteante, fascinante, do poder.

oooooOOOOOooooo

Histórias do Futuro

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