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Sunday, September 24, 2017

O tempo tropeçou



O tempo tropeçou

Estava indo tudo muito bem. Apesar das fatalidades e dos atropelos, tudo corria dentro dos parâmetros. O tempo passava como devia passar. Algo inusitado, porém, aconteceu. Uma estrela, localizada nas bordas desse nosso Universo, começou a diminuir de tamanho. Ela fica escondida numa enorme nebulosa, por isso nunca a acharam. Seu nome é Novaks, ou pelo menos vai ser. Não se sabe por que cargas d’água, ela começou a se transformar numa estrela anã. Pois bem, esse corpo celeste é de especial importância. Serve de elo com o outro Universo, o paralelo de nós. Tem uma correspondente lá do outro lado. A sua irmã, porém, continuou normal, não mudou de tamanho. Criou-se um impasse e daí tivemos um problemão aqui neste nosso querido mundo. Tudo começou a ficar confuso. Não sei se você notou os fatos estranhos que estão ocorrendo. Guerras primitivas estão voltando. Catástrofes bíblicas, também. O tempo, em sua essência, foi distorcido pela assimetria causada pela Novaks. Características do começo do mundo, costumes da Idade Média, estão reaparecendo por todo lugar. Por outro lado, embora não se possa ver, há celulares e computadores dentro de conventos da idade Média e os frades estão doidos, tentando entender. Acham que é uma coisa do demônio. Nós aqui também, estamos achando que muitas ocorrências atuais são demoníacas. Até os pastores estão comentando. Está tudo invertido, podem ter certeza. Mas no fim vai dar tudo certo. A nossa Novaks vai ficar mesmo anã, entretanto. A sua irmã, no mundo paralelo de nós, vai continuar, enorme, pairando naquela nebulosa gigantesca. Algum desequilíbrio tinha de haver, mas as coisas vão se ajustando, vão se compensando. Vamos continuar a ser espelho do outro Universo. Com uma estrela a menos, porém. Entendeu? Tinha de haver uma explicação lógica para tudo que está acontecendo...

Só para concluir, eu adoraria ver a cara daqueles frades do século XIII olhando para um celular. Já pensou se ele de repente tocasse, então?

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Friday, September 1, 2017

Meu amigo, o tempo




Meu amigo, o tempo

Depois desse tempo todo,
acabei ficando amigo dele.
Isso mesmo, do tempo.
Às vezes ele me engana,
dizendo que vai ser rápido,
mas então demora demais.
Diz também que vai demorar
e daí passa num instante.
Vez ou outra, eu também o engano.
Faço de conta que estou com pressa,
para ele passar devagar.
No geral a gente se entende bem.
Ele faz o que tem de fazer
e eu finjo que está tudo bem.
Um dia, eu sei, ele vai parar de passar,
mas daí eu vou parar também.
  
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Histórias do Futuro

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Monday, January 23, 2017

De onde sou

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De onde sou

Sou daqui, sou desses tempos,
sou do futuro também.
O passado me inquieta
e suas memórias, com cuidado,
seleciono muito bem.
Separo fatos e dados,
e fico como um louco,
quando eles, duros, persistem.
Às vezes ele insiste,
malvado, impiedoso,
em, cruel, me atormentar.
O presente? Me deixa tonto!
Tão rápido, tão feroz,
é como um dardo veloz,
meu coração a flechar!
É, estranho, um futuro,
que passado se tornou.
Não tem ele identidade,
é uma bolha de sabão,
que não consigo pegar,
e que quando eu a toco,
explode vazia no ar!
Devo, humilde, confessar,
porém, que por mais que goste
do instante, da quimera,
que estou a eternizar,
é o porvir que mais quero!
É como se fosse a amada,
fugaz, sutil, me traindo,
das minhas mãos saindo,
querendo não acontecer.
Mas, por mais que ameace,
no ar, volátil, sumir,
eu a prendo dentro de mim.
Não quero que ela, matreira,
vá meus sonhos, sorrateira,
como um tufão, consumir!


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Wednesday, October 12, 2016

A consciência de Julian




A consciência de Julian


Num segundo, Julian estava em frente a seu laptop e, no segundo seguinte, o que estava lá era uma estranha máquina, uma espécie de holograma com estranhas imagens e sinais. Estranhou, mas foi apenas por uma fração de segundo, também. Aquilo agora era parte de sua rotina, já não se lembrava mais da velha máquina.
Alguns minutos depois, levantou-se, caminhou alguns passos e a porta de seu escritório se abriu automaticamente para um outro ambiente. Ele queria ir para sua sala de lazer. Ao contrário, porém, estava, de repente, numa grande sala de aula. Sentiu um calafrio, mas também foi por algumas frações de segundo. Olhou para o calendário ao lado da porta e um círculo marcava a data: 11 de março de 1992. Era uma aula de história que iria dar. Sentiu um ligeiro arrepio e viu-se, novamente, em outro lugar. Era escuro, mas dava para ver uma luz que vinha de fora.
Caminhou até ela, fechou os olhos para se proteger dos raios poderosos do sol. Devagar se acostumou e viu que tinha pelos longos, estava descalço e seminu. Tinha saído de sua caverna e estava com fome, sabia que teria de caçar. Pegou sua lança e penetrou numa espécie de bosque que estava à sua frente. Não demorou para que ele visse um movimento entre as folhas. Lançou com força e precisão a sua arma. Pode vê-la zunindo no ar. Sua velocidade foi aumentando, aumentando e tudo à sua volta desapareceu. Era um branco de luz total. Foi, então que viu um ser que também parecia ser feito de luz. Não tinha idade: podia ser uma criança de 8 ou um ancião de 180 anos. Podia ouvir seu pensamento e sentir seu sorriso. Avisou que não era para ficar assustado. Tinha havido uma ruptura de consciência. Não existia o tempo, ele explicou. Tudo acontece simultaneamente. A consciência é múltipla e sente tudo, mas a sensação é de que só se está sentindo uma única experiência.
Ele continuou e disse que ele iria voltar, mas não ia se lembrar de nada. E assim foi. Julian estava de volta frente a seu velho laptop. Sentia por dentro uma enorme e estranha força, como se a vida estivesse explodindo dentro de si.

E Julian sentiu que aquilo era bom.

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Monday, January 11, 2016

Coisas que passam




Coisas que passam

Dizem que tudo passa
e é verdade, tudo passa.
Passa a tristeza,
Passa a alegria imensa,
passa a hora gostosa,
passa a hora da aflição,
a aflição do momento
e o momento de luz.
Às vezes passa depressa,
às vezes demora para passar,
mas acaba passando.
Nós passamos, todos passamos.
Fica, porém, no fundo da alma,
um restinho de tudo,
e os restinhos vão se juntando
com outros restinhos e
acabam fazendo uma massa,
que amassa nosso peito.
Aprendi, com o tempo,
que também passa,
a fazer uma seleção:
deixar passar o que não presta
e ficar só com aquilo
que agrada ao  coração.


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Tuesday, August 11, 2015

Por que passas assim?



Por que passas assim?

Por que passas assim,
sem sequer olhar para mim?
Isso mesmo, falo com você.
O que pensas que eu sou?
Um vagabundo sem destino?
Uma pessoa sem razão?
Sem amor, sem emoção?
Não se pode, simplesmente,
passar assim, sem sentido,
sem pausa, sem direção,
como se eu não existisse.
Não, não, moça bonita,
não é com você, não
que eu estou falando..
Nem mesmo com você,
minha própria vida,
que eu estou a falar.
Estou mesmo a conversar,
é com você, tempo cruel,
que passa, passa e
não para de passar,
numa espiral sem fim.

ooooooOOO0OOOooooo



O texto acima não faz parte do livro abaixo

Essa vida da gente

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Thursday, November 29, 2012

Consertando o destino


Consertando o destino

Marcos e Renato eram primos mas pareciam irmãos. Sempre que possível, faziam as coisas juntos. Agora os dois estavam indo um para cado lado em suas vidas e as chances de estarem juntos eram cada vez mais raras. Foi por isso que, quando coincidiu de os dois terem 20 dias livres na mesma época, a primeira coisa que lhes veio à mente foi fazer uma viagem juntos.
Prepararam tudo às pressas, colocaram o material  no carro do Marcos  e partiram. Tinham um esboço de viagem, não um plano propriamente dito. Embora fossem bem diferentes em suas personalidades, eles se davam tão bem que não havia muita necessidade de planejamento.
Depois de rodarem cerca de 110  quilômetros, eles teriam de fazer uma parada obrigatória. Ficariam lá no mínimo uma hora e meia. A tia Suzana, irmã da mãe de Marcos, não deixaria por menos. Embora ele gostasse muito da tia, chegou a pensar em passar reto para adiantar a viagem. Mas a mãe não deixou. Já tinha telefonado para a irmã Suzana e acertado tudo. Conformado com o atraso que ia ter, Marcos planejou assim mesmo dirigir mais quatro horas necessárias para se chegar no mesmo dia ao grande rio em cujas margens acampariam. No carro, escutavam as músicas que Renato escolhera, por enquanto. O gosto musical não era o mesmo, mas Marcos fizera uma concessão, como sempre. Depois de passar pela casa da tia Suzana, entrariam as suas seleções.
Fazia tempo que não passavam por aquela estrada. As coisas tinham mudado bastante, não reconheciam mais nada. Depois de uma hora de viagem, Renato anunciou que estava com fome, não tinha tomado café. Um posto de gasolina, novinho em folha, estava anunciado no outdoor. Pararam, Marcos resolveu cochilar uns quinze minutos enquanto Renato iria tomar o seu café. Sonhou. Sonhou que estava ali mesmo, com o Renato de volta, já saindo de novo para a estrada. Dia bonito de sol, uma propaganda de carro à direita. Na esquerda, uma grande propriedade vazia, depois uma grande construção. À direita, mais à frente, um homem de idade andando cabisbaixo. Tem um chapéu e olha para baixo. Na mão esquerda carrega um saco plástico marrom claro cheio de coisas. O carro acelera cada vez mais, mas não é ele que está acelerando. Tudo passa muito rápido, como num filme em velocidade. De repente o carro desacelera e um caminhão grande de combustível começa a ultrapassá-lo pela esquerda. Marcos olha para as placas, para uns dizeres – daqueles que os motoristas gostam de colocar na traseira do caminhão – e vê o desenho de uma sedutora bailarina seminua sorrindo. Daí o caminhão roda mais rápido e some na estrada. O carro de Marcos acelera e passa por uma grande churrascaria. Ganha mais velocidade ainda e então ele consegue ver de novo o caminhão, que fica cada vez mais perto. Agora Marcos está ainda mais próximo e o carro acelera ainda mais, agora para ultrapassar. Renato fala algo, Marcos olha e vê que ele mostra pavor em seu rosto. Marcos não está controlando o veículo. O caminhão, de repente, começa a sair da estrada, para o lado direito, descontrolado, parece que vai tombar. Num esforço desesperado para controlar o grande veículo, o motorista joga-o de volta para a estrada e avança para cima do carro deles. Marcos não vê mais a estrada. No seu parabrisa tudo que vê é o a cor prateada do aço inox do tanque do caminhão. Um barulho enorme, metal se retorcendo e nesses segundos, ou frações, Marcos sabe que a morte chegou. Ele não quer morrer, não é sua hora. Sempre acreditou na força do pensamento. Quer voltar no tempo, evitar o acidente. Ele realmente acredita que pode voltar o relógio.
Ele acorda com umas batidas na vidro. Renato tinha voltado, estava pronto.
-Nossa, Marcos, o que aconteceu? Você está assustado mesmo..
-Tive um sonho, um sonho besta...
-Ainda bem que estamos tirando estas férias. Você precisa relaxar...
Partiram. Marcos estava começando a se acalmar quando viu à sua direita a propaganda de carro, a mesma do sonho, e depois, à esquerda, um terreno vazio e uma grande construção. Que coincidência...mais ainda:  agora, à direita, o velho andando, cabisbaixo, com um saco plástico na mão...Marcos apavorou-se mas mesmo assim não quis dizer nada para o Renato, ele não acreditaria. Estava confuso, pensou, estava misturando o sonho com a realidade. Agora Renato estava falando algo. Tentou prestar atenção. Respondeu qualquer coisa. O carro estava normal, ele tinha controle. Fora tudo um pesadelo e agora ele estava trocando o que estava vendo pelo que sonhara ou vice-versa. Responde que sim para o Renato sem saber o que ele tinha perguntado. Ele tinha controle do carro, podia acelerar e diminuir a velocidade. O carro obedecia, estava tudo normal. Normal.
Marcos estava mais calmo agora. Foi para a pista da direita, resolveu ir bem devagar.
-Desse jeito nós vamos conseguir chegar amanhã bem cedinho...
Marcos demorou uma fração de segundo para captar a ironia do Renato. Deu uma risadinha e quando virou o rosto de volta, percebeu que um grande caminhão o ultrapassava, o caminhão de combustível. Dessa vez ele já tinha certeza do que iria ver. E viu. Os três últimos números da placa – 637 – a bailarina seminua sorrindo. O caminhão sumiu na estrada. Pensou em parar. Mas aquilo seria ridículo, não poderia estar acontecendo. Tentou se lembrar so sonho, dos fatos. Será que ele tinha sonhado mesmo? Será que sonhou outra coisa e agora estava pensando que o real era o sonho? Pensou em falar com o Renato mas ele estava cochilando. Ficou perdido em outros pensamentos, pensou na velha tia Arminda, irmã mais velha de sua mãe. Quando era viva tinha mania de falar no sobrenatural. Ela acreditava em um monte de coisas. Tinha o olhar distante. Boa mulher.


O cérebro de Marcos estava arrumando um jeito de distraí-lo da realidade, pois essa realidade era pertubadora. Durou pouco. Marcos percebeu que estava se aproximando novamente do grande caminhão.
Desta vez foi tudo mais rápido. Lembrou-se de que seu pensamento era poderoso, que ele poderia voltar no tempo. E desejou,com força. Voltar para um tempo onde isto não tinha acontecido. Voltar no tempo.
Marcos acordou assustado com as batidas de Renato em sua janela.
-Nossa, Marcos, o que aconteceu? Você está assustado mesmo..
-Tive um sonho, um sonho besta...
Saíram novamente. Desta vez, Marcos tinha certeza de tudo: outdoor, terreno vazio, construção e o homem andando na beira da estrada.Tinha certeza de que iria acontecer tudo de novo, absolutamente igual. Estava com tanta certeza que conseguiu falar com o Renato sem se apavorar:
- Renato, parece que já vi esse homem da estrada, antes...
-Sabe de uma coisa. Eu senti a mesma coisa. Talvez a gente tenha visto uma cena semelhante em alguma viagem anterior. Como é mesmo que se fala, dejavu?
-Bom, daí tem de ser muito tempo. Pois a última viagem juntos foi há anos.
Marcos já sabia: o caminhão, o acidente, aquele desejo forte de voltar no tempo.
Marcos acordou assustado com as batidas de Renato em sua janela.
-Nossa, Marcos, o que aconteceu? Você está assustado mesmo..
-Tive um sonho, um sonho besta...
Desta vez Marcos tinha certeza de que tudo tinha acontecido muitas e muitas vezes. Inúmeras vezes. Pensou. Estava preso no tempo. Por sua própria vontade. Por necessidade, não queria morrer.Tudo era absurdamente real.
Pensou, pensou enquanto se preparava para enfrentar o acidente pela...Quantas vezes? Perdera a conta. Precisava voltar mais no tempo. Uma semana, no mínimo. Sim, precisava voltar para a época anterior à  decisão sobre a viagem, precisava de mais tempo. Ficou se lembrando do jantar com Renato quando combinou a viagem. Lembrou-se do vinho que estava tomando. Renato estava tomando cerveja. O caminhão estava ficando mais perto, Marcos ficou se lembrando do jantar.
-Renato, então você vai de cerveja? Está vendo como sou mais fino do que você? Eu só tomo vinho.

-Sem essa, eu me lembro muito bem da última viagem que fizemos. Você deve ter desequilibrado o estoque de cerveja da região. Eu sei, agora você está namorando a Dra. Sales, mulher fina. Sabe como é o amor...A gente muda os hábitos. Eu entendo, Marcos, eu entendo. Eu um dia também vou encontrar uma mulher com essa finesse...Daí nós vamos ter de escolher só vinhos finos. Eu vou te ajudar, eu sou bom de vinhos, embora não pareça.
-Eu sei, você aprendeu com seu pai. Por falar nisso, como está ele, o “seu” Tomás?
-Está viajando. Ainda bem, depois de muito tempo que minha mãe faleceu, como você sabe, nós o convencemos a viajar em uma excursão. Ele nunca mais tinha saído para uma viagem longa e ele precisava...Por falar nisso, bem que nós poderíamos sair e acampar, nós temos quase vinte dias pela frente. Faz um tempão que a gente não sai!
Por algum motivo, pela cabeça de Marcos, passou a cena de um acidente, um caminhão de combustível, um grande incêndio. Viu seu corpo jogado na estrada e o Renato preso nas ferragens do carro, agonizando. As cenas, em seu cérebro, eram brutalmente reais.Viu detalhes, eram eles mesmos, os dois, mortos.
-Renato, dessa vez você vai me perdoar. Eu prometi para a Sales que faria uma pequena viagem com ela. É nossa primeira chance. Você é meu amigo, eu sei que você entende.
Marcos nunca havia mentido para seu amigo. Mas ele estava aliviado com o que fizera. De uma maneira misteriosa,  ele tinha certeza absoluta de que acabara de mudar o próprio destino e o do Renato.
-Caramba, Marcos, nós podemos fazer isso noutra data, no futuro. Claro, vai passear com a Sales,  o que  eu mais quero é que vocês se divirtam e sejam felizes.
Fizeram um brinde. O copo de vinho e o de cerveja tilintaram . Era um brinde à vida.