Thursday, August 24, 2017

Paixão de Astronauta




Paixão de Astronauta

Num futuro distante, numa fantástica nave  espacial, um astronauta da Terra viaja numa missão inédita. Vai estabelecer uma base num ponto longínquo do universo. O projeto é de vinte anos pois o tempo de viagem é longo e a missão inusitada. Sono profundo em boa parte do roteiro garante economia de oxigênio e equilíbrio psicológico. No tempo que resta, trabalho, trabalho, computador e…o pensamento que voa. Nessas horas intermináveis é que ele se lembra dos sons da Terra: o gorjeio dos pássaros, o murmúrio das pessoas, vozes de crianças, cantos, o barulhinho de água correndo, os cães latindo ao longe, o barulho dos pés  na calçada, o trovão, sons, sons e sons…
Sentiu saudades e falta de tudo. Lembrou-se também do verde dos bosques, do azul do céu e das águas límpidas do oceano. Lembrou-se ainda do colorido das coisas, do vermelho e amarelo das flores, das peles dos animais, dos incríveis matizes dos pássaros. Vieram também à sua mente nuvens cortando ligeiras o céu, a imensidão do espaço, as noites com estrelas e até mesmo a lua. Lembrou-se de detalhes até corriqueiros, como  o cheiro do café pela manhã, o ruído quase imperceptível dos modernos veículos, o aroma dos pães da nova lanchonete estilo século vinte que abrira na esquina e de de outros mil detalhes. Os psicólogos haviam feito tanta preparação para que os astronautas não tivessem esse tipo de sensação…Mas o que posso dizer? O nosso astronauta foi atacado por esta nostalgia profunda. Lá, no espaço infinito, ele se apaixonou totalmente pelo seu planeta. Se ele fosse brasileiro e acreditasse em Deus, ele poderia recitar um dos versos de 
Gonçalves Dias: “Não permita Deus que eu morra, sem que eu volte para lá…” 
Mas nessa época não havia mais nações, nem Brasil, nem nenhuma outra, só  a “Grande Confederação” e muitos haviam substituído Deus por um fanatismo pela ciência e pela tecnologia. Entretanto o que ele estava sentindo – bastante condenado pelos psicólogos ultramodernos – não era nada mais nada menos, aquilo que chamamos atualmente de paixão. Isso mesmo, o nosso personagem, o astronauta do futuro, foi atacado de maneira irreversível e fatal por esse sentimento ultrapassado. Estava perdida e loucamente apaixonado pelo Planeta Terra.


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Imagine um país que vai de São Paulo até o Uruguai, numa outra realidade. Imagine agora que este país foi dominado pelos alemães e agora são seus habitantes. Esta nação é GERMÂNIKA e pertence a um universo paralelo ao nosso.
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Saturday, August 19, 2017

Internet, lendas e mitos


Internet, lendas e mitos



Há decadas atrás, a informação seguia um árduo caminho até chegar ao seu ponto final. Os jornais precisavam  mandar repórteres ao local, escrever a matéria, revisar, passar por todo o processo de impressão e, depois de tudo isso, ainda distribuir o jornal. Os rádios e as TVs também precisavam de pessoal de campo para colher o material e preparar a redação final. No processo, a notícia já nã era mais a mesma notícia, as coisas tinham evoluído ou perdido a importância inicial. Para preencher os vazios e a lentidão, o povo criava mitos, fantasias, falsas análises. Para corrigi-los depois, era muito difícil. Certamente temos hoje, por causa disso, várias versões de fatos, até históricos, que não são necessariamente acurados.
Agora tudo mudou. Qualquer um é repórter tirando fotos com seu celular, no exato momento do acontecimento. As correções e atualizações também são imediatas. Os órgãos de imprensa precisam usar estas fontes, pois se forem esperar por seu pessoal chegar o lugar do acontecimento, vão perder o “momento”. Claro, os profissionais ainda precisam ir até os locais dos fatos para fazerem uma cobertura mais sofisticada, mais profissional. Mas as “manchetes” não podem esperar, qualquer um pode ser a fonte. Além disso, não é necessária uma grande estrutura para gerar notícias. Certas pessoas, por sua fama ou por habilidade, acabam sendo fornecedores de material. Basicamente, todo mundo é repórter, todo mundo tem algo para falar. Qualquer um pode tuitar.
É nesse ponto que as coisas se complicam. Muitas fontes, muitas pessoas falando e escrevendo o que querem. Muitos, muitos mesmo, não resistem. Inventam “fatos”, criam “manchetes”, aparecem com novidades falsas de  todos os tipos, em todo lugar. Muita gente querendo ficar famosa, aparecer. Transformam o que viram. Ironicamente, neste aspecto de confiabilidade, voltamos para a mesma situação de décadas atrás. Muita mentira, muita notícia falsa, texto falso, fotos falsas e vídeos falsos também. A única diferença é que agora, essas lendas, essas falsidades, esses mitos, foram multiplicados por mil. Melhor dizendo, mil vezes mil...

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Wednesday, August 16, 2017

Quem é você?


Quem é você?

Você é o limite do meu infinito. Você está além das fronteiras do que é possível. É um sonho que ainda não aconteceu. É a parte definitiva do meu temporário, é o impossível querendo acontecer. Você é a mulher que seduz, sem mesmo existir. Você é um mergulho no nada, mas é tudo que eu posso querer. Você é o imponderável, o improvável, o incerto, a dúvida sobre o que já está estabelecido. Você é o monumento sem pedestal e o pedestal sem a estátua. Você é a frase sem palavras e a interrogação que já foi respondida. Você me seduz e é arma da minha sedução. Você é o desejo que que não posso ter, depois que já tive. Você é a resposta que não teve pergunta, a solução do que não era um problema. Você é descartável, embora absolutamente necessária. Você é a parte imprescindível do absolutamente supérfluo.
Você  é a imperfeição do perfeito.
Às vezes você, sou eu mesmo, outras, você é o meu eu. Muitas vezes você não é ninguém, nem eu, nem você. Você é um instrumento e um fim em si mesmo. Você é a alma da mulher e o corpo de um homem, dentro do cérebro de nós dois, embora eu seja o criador e você a inspiração.
Ou você é a criação daquilo em que me inspirei?
Você é nada mais, nada menos, do que minha imaginação.

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Monday, August 7, 2017

Há mais imaginação na vida do que em nossos próprios sonhos



Há mais imaginação na vida do que em nossos próprios sonhos

Há uma frase de incrível beleza, mas também cheia de sabedoria, que é atribuída a Cristóvão Colombo e que me emociona. Traduzida, significa mais ou menos isso:
“Há mais imaginação na vida do que em nossos próprios sonhos.”
Quem conhece a história, sabe quanto o navegador lutou para poder fazer a viagem que acabou encontrando as ilhas que hoje são as Bahamas. Uma minúscula parte do que seria chamado de América. Ele sabia que, por mais que imaginasse e sonhasse, a realidade poderia ser muito, muito mais, do que qualquer coisa que pudesse sonhar.
E assim é que é. Junte todos os ficcionistas, todos os poetas, todos os sábios e, adicione a suas obras seus sonhos, suas visões. Tudo junto não foi nem sombra dessa formidável América que conhecemos. Por outro lado, imagine quantos visionários, tentavam imaginar como seria o homem voando. Muitos nem sequer acreditavam que ele pudesse voar. Nosso Santos Dumont e os irmãos Wright mostraram que a realidade podia ser muito mais criativa. E aquilo ainda não era nada. Construímos incríveis aeronaves e acabamos posando na Lua. A vida, sempre desafiando os sonhos. É como se ela estivesse nos dizendo: Sonha, sonha! Ainda assim nunca me alcançarás!  E tiramos fotos do sistema solar e do Universo. Há até uma sonda, a Voyager, que já saiu de nosso sistema e avança, desvairada, pelo Cosmos.
Fazemos filmes, escrevemos livros, nossa imaginação explode com criatividade. Depois, percebemos que a vida ainda é mais esplendorosa do que tudo que imaginamos. Na Ciência, então...
Devemos sonhar que é bom sonhar. A vida, entretanto, vai sempre nos surpreender com sua imaginação. Talvez porque ela seja a própria imaginação do Criador?

La vida tiene más imaginación que nuestros sueños.
Life has more imagination than our dreams.

Cristóvão Colombo

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Thursday, August 3, 2017

A vida toda para amar




A vida toda para amar

Risos,
lágrimas,
suspiros...
Um beijo apaixonado,
outro só para não dizer não...
Uma promessa de amor eterno,
ou apenas um abraço fraterno?
Calma, moça!
Você tem a vida toda para amar...




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