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Saturday, July 8, 2017

Os limites da idiotice humana



Os limites da idiotice humana


Costuma-se dizer que “querra é guerra”, embora ultimamente muita gente concorde que “a guerra é um inferno”. Às vezes, como no caso do Nazismo, e mais recentemente, no caso do ataque ao Word Trade Center, quase todos concordam que ela é necessária. Ainda assim, depois de algum tempo, elas se prolongam mais do que o necessário e evoluem para conflitos muito piores. Talvez sejam resquícios de nossa fase anterior à civilização.
O caso do Afeganistão é um desses. O povo lá é tão diferente, os costumes são tão estranhos para os ocidentais, que é duvidosa a validade de tentar impor nossos valores. Se esses são melhores que os deles, talvez seja o caso de esperar, ao invés de impô-los à força. Esse conflito, e a maioria dos americanos concorda, deveria ter terminado há muito tempo.
Há alguns dias atrás, ficamos sabendo que os aliados estão usando cães para penetrar nas áreas inimigas. Levam GPS, lanterna, e, aparentemente, até granadas. E o pior é que um deles foi capturado pelos talibãs. Esses últimos, é claro, fizeram questão de exibir, orgulhosos, o novo “prisioneiro de guerra”. O pobre animal ( parece que tem patente de “coronel”), confuso, lá estava no vídeo, rodeado por soldados inimigos, gritando palavras de ódio, ameaças, como se ele fosse um espião violento e cruel. Se não fosse triste e degradante, seria até cômica a atitude dos rebeldes do Afeganistão.

Os americanos também têm de aprender muito a respeito de lidar com o resto do mundo, não há dúvida. Entretanto, a atitude daqueles valentões, grosseiros, rodeando o cão, é muito ridícula  e nos faz pensar. Eles vão ter de evoluir muito, muito mesmo. Depois de alguns séculos, talvez consigam alcançar um ponto da civilização que se pareça com a do simpático cachorro. Talvez... Por enquanto, a “civilização canina” está dando de dez a zero neles...


A notícia (2)
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Monday, January 20, 2014

Uma bandeira, em um certo lugar

Uma bandeira, em um certo lugar

Vi na TV a equipe de reportagem insinuando-se entre os arbustos até chegar a uma clareira. Lá estavam  quatro ou cinco pessoas, mal vestidas, tentando se proteger do terrível frio que está assolando algumas áreas dos Estados Unidos. Rostos sofridos, visivelmente abatidos com as intempéries. A repórter explica que são veteranos de guerra: Iraque, Afeganistão e até Vietnã. No fundo, uma barraca, que, certamente não os protege das baixíssimas temperaturas. Numa árvore, pendurados, utensílios de cozinha; frigideiras, panelas. Um velho  retrovisor de carro está amarrado a um dos galhos e serve como espelho.
Provavelmente a guerra que eles lutaram não foi justa. Eles, entretando, nada decidiram, não foi sua escolha. Tiveram que ir, eram soldados, arriscaram suas vidas por uma nação, independentemente das razões absurdas que os dirigentes usaram para lançar o conflito. Se são heróis, como estão, assim, abandonados, quase como mendigos, com risco de morte, por causa do frio? É difícil entender.

Alguém  resolveu socorrê-los, dar-lhes abrigo. O repórter fotográfico mostra aqueles veteranos entrando, com dificuldade, no veículo que veio buscá-los. E a imagem do lugar começa a ficar para trás. Entretanto, antes de sair, focaliza a bandeira americana, surrada, pendurada de um dos arbustos. Orgulho? Patriotismo? Talvez devêssemos aprender algumas coisas com eles? Não sei. Aquele símbolo, naquelas circunstâncias e principalmente apesar delas, definitivamente me chocou e me emocionou...