Monday, January 20, 2014

Uma bandeira, em um certo lugar

Uma bandeira, em um certo lugar

Vi na TV a equipe de reportagem insinuando-se entre os arbustos até chegar a uma clareira. Lá estavam  quatro ou cinco pessoas, mal vestidas, tentando se proteger do terrível frio que está assolando algumas áreas dos Estados Unidos. Rostos sofridos, visivelmente abatidos com as intempéries. A repórter explica que são veteranos de guerra: Iraque, Afeganistão e até Vietnã. No fundo, uma barraca, que, certamente não os protege das baixíssimas temperaturas. Numa árvore, pendurados, utensílios de cozinha; frigideiras, panelas. Um velho  retrovisor de carro está amarrado a um dos galhos e serve como espelho.
Provavelmente a guerra que eles lutaram não foi justa. Eles, entretando, nada decidiram, não foi sua escolha. Tiveram que ir, eram soldados, arriscaram suas vidas por uma nação, independentemente das razões absurdas que os dirigentes usaram para lançar o conflito. Se são heróis, como estão, assim, abandonados, quase como mendigos, com risco de morte, por causa do frio? É difícil entender.

Alguém  resolveu socorrê-los, dar-lhes abrigo. O repórter fotográfico mostra aqueles veteranos entrando, com dificuldade, no veículo que veio buscá-los. E a imagem do lugar começa a ficar para trás. Entretanto, antes de sair, focaliza a bandeira americana, surrada, pendurada de um dos arbustos. Orgulho? Patriotismo? Talvez devêssemos aprender algumas coisas com eles? Não sei. Aquele símbolo, naquelas circunstâncias e principalmente apesar delas, definitivamente me chocou e me emocionou...

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