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Tuesday, May 23, 2017

Paralelos de mim

Paralelos de mim



Físicos teóricos já se pronunciaram há algum tempo sobre a possibilidade da existência de mundos paralelos. Não como fantasia literária, não. Tudo baseado em fórmulas matemáticas, coisa de louco. Versões de nós mesmos, semelhantes, com destinos parecidos, milhares delas.
Fico imaginando um “eu” melhor em algum desses universos. Mais inteligente, mais humano, mais dedicado, mais herói. Mais tudo que é de bom. Com um pouco mais de sorte também. Um “eu” com menos erros cometidos, pois sem erro nenhum, não há em em nenhuma versão. Um “eu” com mais amigos e menos inimigos, pois sem inimigo nenhum, não creio que haja, não. Um outro “eu” que consiga fazer muito mais coisas boas que esse “eu” daqui.
Apesar de estar em um mundo paralelo, um “eu”  sem paralelo, de tanto ser bom. Se isso for possível, entretanto, eu imponho uma condição. Todas as pessoas que eu amo, têm que ter uma versão lá também, porque esse “eu”daqui não é de deixar amigo na mão.

Talvez isso crie um “paradoxo quântico”. Que seja!  Tudo que vemos por aqui já não é um paradoxo infernal?

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Wednesday, November 18, 2015

A linguagem do amor

A linguagem do amor




Nas entrelinhas da vida, no meio de pontos de interrogação e exclamação, encontrei você, meu ponto final. Nenhuma vírgula nos separou mais, desde então. Quem se importa com uma pequena cacofonia no meio de tanto amor? Ao contrário, sem paradoxos ou solecismo, só pleonasmo, vivemos uma metáfora cheia de aliterações e ressonâncias.
Conseguíamos expressar nossos pensamentos em figuras de linguagem e rimas de amor. Até no sexo rimávamos com furor.
Texto e contexto, ambos iam muito bem, numa denotação sem contradições. Conotávamos, quando necessário. Até anacolutos, rimas imperfeitas, tudo, conseguíamos decifrar. Recitávamos, narrávamos na primeira e na terceira, sendo nós mesmos sujeitos e objetos do discurso.
Um dia, porém, tivemos de analisar e entender o conteúdo. Foi um desastre. Nada batia, tudo se confundia. Éramos a oposição reencarnada. Todo o discurso se desfez num voraz e demagógico palavreado. Foi uma cruel ironia.
Aprendemos, a duras penas, o que era antítese. A partir daí, vivemos nossas vidas em separado, num discurso indireto. Sujeitos ocultos, porque, claramente não havia mais objetivo, muito menos objeto direto ou sequer indireto, em nossa relação. Eu e ela parecíamos mais pronomes relativos do que um caso reto. Não usávamos mais o indicativo. Nossa vida passou a ser subjetiva e imperativa. Fiquei, pessoalmente, com medo do infinitivo impessoal.
Passamos a ser, para sempre, sujeitos ocultos de uma frase com verbo intransitivo. Pior, sujeitos inexistentes em uma frase com um verbo irregular. Erroneamente conjugado e com acento no lugar errado. Poderia ser pior?

Reticências, ou deveria ser um ponto final?
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Tuesday, April 7, 2015

Um paradoxo judicial



Um paradoxo judicial

Tsarnaev é o rapaz que, junto com o irmão (morto durante a caçada policial), colocou as bombas no local onde estava sendo realizada a Maratona de Boston. Eles mataram 3 pessoas, causaram a amputação de membros de 17 pessoas e deixaram mais de 240 feridos. Neste momento estão decidindo se deve receber a pena de morte ou não. Há todo um aparato e muito dinheiro está sendo gasto para se chegar ao resultado final. Há cem vezes mais provas do que seriam necessárias para provar a autoria do crime. Ninguém discute isso. Merece a pena de morte? Se você reconhece este castigo como válido, não tenha a menor dúvida. Ninguém mais do que ele.
Há 30 anos atrás, um homem chamado Anthony Ray Hinton, residente no Alabama, foi condenado à morte, num processo cheio de irregularidades e malícia. Poderia relatar mais detalhes, mas não há necessidade. Basta dizer que ele é negro e o processo foi no Alabama. Finalmente foi libertado, há alguns dias atrás. Tudo que o Estado tinha de fazer era testar uma arma. Apenas isso. O pedido foi negado. Depois de muito trabalho judicial, finalmente ele foi libertado diante do absurdo da condenação. Há vários casos como este. Alguém pode duvidar que outras pessoas inocentes foram condenadas e executadas sem terem sequer a chance de provarem sua inocência?
Olho os dois casos e fico perplexo. A perplexidade que vem do inacreditável, do paradoxo. E o paradoxo é este: você querer e achar justa a pena de morte, bastante compreensível, mas saber que ela pode atingir uma pessoa simples, inocente e que não tem meios de se defender.

Mais incrível ainda foi a declaração do pobre homem: sem rancor, sem ódio e feliz por poder aproveitar o que lhe resta de vida, agora que ele tem 58 anos.

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À procura de Lucas


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