Sunday, April 12, 2015

Sim, é permitido sonhar

Sim, é permitido sonhar

Há uma paz insuspeita no ar. Há uma brisa constante, com um aroma divino, balançando gentilmente as folhas, os cabelos da moça bonita e as ondas do mar. Há sorrisos por toda a parte, sorrisos até onde não suspeitávamos pudessem estar. Há uma boa vontade nos atos, nas palavras, nos gestos de todos. Há sons doces, frases bonitas, discursos de amor. Há aceitação, liberação, compreensão. Há perdão. Há revisão. Há esperança. Há tanta coisa boa e bonita acontecendo, que nem sei o que pensar.  Uma música, nunca antes ouvida, cheia de mistério, tocada por uma orquestra invisível, espalha-se, incontrolável, pelas cidades, pelos campos, pelas montanhas.
O que será que está acontecendo?
Não é nada não. Hojé é o feriado para a maldade, o engano, os maus espíritos. Aproveite, até os demônios tiram folga de vez em quando. Sim, é permitido sonhar...

.oxxxxXXXxxxxo.

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Friday, April 10, 2015

O diabo existe?


O diabo existe?

As duas educadas senhoras bateram à minha porta. Perguntaram-me com seu sotaque lusitano, se eu falava Português. Claro que sim, sou até professor. Estenderam-me dois folhetos. Um dizia “O diabo existe?” e o outro” Como ser feliz”. Tenho minhas próprias crenças, mas mesmo assim, sorri, educadamente. Agradeci e dei um bom dia. Elas fizeram o mesmo e continuaram sua missão de evangelizar o mundo.
Fiquei ali, olhando para os dois. Aquele, que falava dos diabos, eu nem li. Eu sei que eles existem, vejo todos os dias no noticiário. Duvido que aqueles do outro lado da vida, possam ser piores do que os nossos, daqui. Quanto ao outro, “Como ser feliz?”, fiquei em dúvida. Será que aprenderia algo de novo, espetacular? Afinal de contas, a gente acaba sempre aprendendo alguma coisa nova. Fiquei preocupado. De repente, segundo aquele folheto, teria de fazer uma força monstruosa para ser feliz e eu estou cansado. Além disso tinha acabado de escrever uma crônica: “Ser feliz”. Achei melhor não ler este também. Já pensou se eu tenho de reescrever o que já tinha publicado? Poderia haver uma contradição insuperável entre a minha maneira de alcançar a felicidade e a daquelas simpáticas senhoras. Aí sim, estaria uma prova inconteste de que não tenho a menor ideia do que é “ser feliz”.

Coloquei os dois folhetos de lado e fiquei com o que já sabia sobre os demônios e sobre a felicidade. Por enquanto, o que tenho, acho que é suficiente para manter a distância do capeta e manter a felicidade ao alcance da mão. Para que complicar?


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Dor de cotovelo

Dor de cotovelo



A minha amiga Leda me telefonou outro dia e disse que estava com pedra no rim. Garantiu que não existe dor pior. A que vem em segundo lugar está muito atrás, e é quase insignificante perto dela. Concordei, mesmo porque alguém já me falou isso. Dois dias se passaram e encontrei meu amigo Hilário. Perguntei como estava e disse que estava bem, a não ser por aquela maldita dor de cabeça. “Não existe nada pior no mundo”, me garantiu.  Não quis perguntar se ele já tinha tido pedras nos rins, pois meu intento não era fazer competição de sofrimento, mas que me deu o que pensar, isso deu. Essa celeuma cresceu mais na minha cabeça quando meu vizinho noticiou, na manhã seguinte, ao sair de casa, que estava com uma terrível dor de dente. Essa eu já tive e a de cabeça também, e acho que elas empatam. Não sei o que dizer, quando comparadas à dor de quem tem pedras nos rins.
Um consagrado cronista, nosso querido Rubem Braga,  falou também sobre a dor da bursite, comparando-a com a dor do amor. Se tivesse de votar, talvez devesse ficar com ele, afinal eu adoro crônicas.

Quando o assunto já estava meio esquecido, uma outra velha amiga minha me escreveu sobre seu sofrimento. Nem era sofrimento físico. Era sobre uns problemas com uma colega de trabalho.  “Amiga, nada, ela é uma grande traidora”, me contou. Ela estava devastada. Depois de analisar o rol de suas reclamações, cheguei à óbvia conclusão de que ela estava com uma simples e aguda dor de cotovelo. Eu sei que você não vai acreditar. Mas se você ler o texto dela, vai concordar comigo, a dor de cotovelo é a pior de todas...



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Thursday, April 9, 2015

Uma cidade chamada “Céu Estrelado”


Uma cidade chamada “Céu Estrelado”




Estavam todos dormindo na pequena vila quando se ouviu um som surdo, grave. Demorou uns dois ou três minutos. Ninguém sabia o que era, mas todo mundo acordou e ouviu. Entretanto ninguém se preocupou em levantar e verificar o ocorrido. Quase todas as pessoas tiveram a mesma ideia: se é algum problema, alguém vai lá ajudar. Sempre alguém ajuda. Só de manhã que todos ficaram sabendo da coisa ruim. O “seu” Valério foi o primeiro, depois a “dona” Saméria. Os outros, praticamente todo mundo, vieram logo a seguir, quando esses dois primeiros saíram correndo para dar a notícia.
Um grande, profundo e assustador buraco, havia aparecido bem no meio da praça. Engoliu, sem cerimônia, o coreto, os bancos ao redor, a estátua do fundador da cidade, as árvores, tudo. Só parou na frente da igreja. Foi assim que pela frente não dava para entrar. O padre conseguiu fazê-lo pelos fundos, numa porta que era um acesso para a sacristia.
Diante de tão grande tragédia, o sacerdote esperava que os fiéis viessem para a missa, de tal forma que pudessem iniciar a negociação com Deus para resolver aquela profundidade de problema. A fé não era tanta assim e todo mundo ficou com medo do resto desmoronar e levar a igreja junto, com eles lá dentro. Nem as beatas mais fervorosas arriscaram. É nessa hora que a gente vê a fé verdadeira. Mas quem sou eu para criticar? Não sei o que eu mesmo faria numa situação dessas.
Começaram as especulações. Coisa da geografia, movimentação de terra, lençóis de água e tudo mais... Muitas teorias, além daquelas que não são tão científicas, como uma maldição antiga, coisa do demo. O Vigário, com certeza, sabia que aquilo estava relacionado com a degradação dos costumes, o adultério que se alastrava como erva daninha pela cidade. Mas não era coisa de Deus, não. Aquilo era coisa do maligno, explicou. Todo mundo podia perceber que o danado parou bem em frente do edifício sagrado. Ali o chefe das trevas não tinha chance, precisou parar. Alguém tinha dúvida? Estava escrito com todas as letras, era só ler a mensagem. O “seu” Isidoro não entendeu direito pois não conseguia ver nada escrito em lugar nenhum.  A única coisa que ele via era aquela cratera enorme. Quando explicaram para ele que aquilo era uma metáfora, daí ele se perdeu de vez. Existe gente que é mesmo exibida, como você vai querer que alguém que não entendeu algo tão simples, vá saber o que significa “metáfora”? É explicar uma coisa difícil com outra mais difícil ainda.
O prefeito, ao contrário do que se esperava, não quis enumerar as prováveis  causas. Disse que teria de haver um estudo. Mas o que o preocupava mesmo era que aquilo era uma chateação. Aquela coisa grotesca bem no meio da paisagem urbana. Se fosse na periferia, numa vila qualquer, tudo bem. Talvez fosse até bom. Podia dar emprego, movimentava a administração. Ele poderia dar uma de eficiente, de pai de todos, aquele que ajuda quem precisa. Mas ali, no coração de tudo, a um bloco da sede da prefeitura, aquilo era uma indignação. E o pior que o maldito era profundo e de tal forma construído – melhor dizer, “desconstruído” – que não se via onde terminava. Parecia mesmo uma coisa de outro mundo, em todos os sentidos que esta expressão tem. Alguém sugeriu jogar todo o lixo da cidade ali, até encher o danado. Mas depois, e com razão, alguém argumentou que não ficaria bem ter um lixão bem ali na praça, e ainda mais, na frente da igreja. Encher aquilo tudo com terra e pedras, ia dar um trabalho monstruoso, além de custar um dinheirão. Coisa que a cidade não tinha e que certamente o governo estadual não iria dar, tal era a crise econômica em toda a nação.
Assim foi que a solução do problema, se é que ela existia, foi adiada por tempo indeterminado. O prefeito tinha esperança de que, pelo menos, alguns turistas aparecessem e trouxessem alguma ajuda econômica para o seu governo. Que nada, ninguém estava interessado em buracos.
Claro, a mando da prefeitura, foi colocada uma cerca ao redor, para evitar um mal maior, se é que é possível um mal ser maior ainda. Mesmo sem poder mais ver claramente o fundo do buraco – assustador – ninguém conseguia deixar de pensar nele. Os habitantes não só pensavam, sonhavam também com o dito cujo. Cada um com seu sonho, um mais esquisito do que o outro. Depois de algum tempo, alguns sonhos começaram a se repetir, e as pessoas começaram a sonhar sonhos parecidos e até iguais. Aquilo parecia uma comoção coletiva. Um dos mais comuns – e até dá para entender – era de que máquinas e caminhões trabalhavam intensamente para encher a cratera. Alguns já sonhavam com a coisa pronta. Uma praça novinha em folha, com uma bandinha tocando no coreto.
Sonhar é bom.
Eles foram ficando cada vez mais intensos e cada vez mais parecidos. Deve haver alguma explicação. Tenho certeza de que os psicólogos e os psiquiatras sabem exatamente o porquê disso tudo.
Finalmente, numa noite de sábado, houve um grande sonho. Todos, sem exceção, sonharam exatamente a mesma coisa. Foi um sonho coletivo, de fato. E era assim: no domingo de manhã, escutaram uma linda marchinha sendo tocada por uma banda, impecável, vestida de branco e usando dragonas cor de ouro. A música era irresistível. Todos se levantaram, puseram a melhor roupa que tinham e se dirigiram para a praça. O padre insistia que todos deveriam primeiro ir à missa – nunca mais ninguém tinha ido à missa – e depois assistir a banda. Mas, como foi explicado, a música era irresistível e mesmo o pároco acabou indo para lá, na esperança de todos depois irem para a cerimônia eclesiástica, assim que a apresentação musical terminasse. E era uma coisa linda. As notas penetravam nos ouvidos, na alma. As pessoas quase se sentiam culpadas de se sentirem tão felizes. Neste sonho, o buraco não estava mais lá. Uma praça elegante, cheia de árvores e bancos. Os músicos, sublimes, como se fossem anjos, tocavam, tocavam...
Mas veja você, o que de fato aconteceu. Por isso que alguns dizem que sonhar é perigoso. Daquele, ninguém nunca mais acordou. O que aconteceu, na verdade, é que, sonâmbulos, levantaram-se de suas camas e, enganados por aquela música fatal, que não era real, dirigiram –se para o grande buraco, pensando que era a nova praça. Foram todos, sem exceção, caindo, caindo. Acho que a sensação de êxtase veio de quando eles estavam pairando no ar, antes de chegar ao fundo. Digo isto porque sempre há uma relação entre o que a gente sonha e o mundo exterior, verdadeiro, aquele que nos cerca. Aquela sensação divina que eles sentiam, com aquela banda tocando como se fossem anjos... Não sei, talvez eles estivessem indo para o céu e tivessem confundido a banda com os anjos. Mas aí já estamos entrando numa área complicada, de filosofia, de metafísica.
O fato é que todo mundo morreu com a queda, pois a altura era realmente muito grande. Uma coisa que não dá nem para pensar, a cidade toda, sonâmbula, se jogando naquele abismo, pensando numa onírica e festiva banda. Não sobrou ninguém para contar o que aconteceu para as autoridades estaduais e federais quando eles chegaram para examinar a tragédia. Nenhum corpo foi recuperado, devido à profundidade.
Não sei o que aconteceu depois. Parece que o buraco foi se enchendo de água com o tempo, até virar um lago. Ninguém vai lá porque é perigoso e profundo. Está cercado e é tudo proibido.

O nome da cidade era “Céu Estrelado”.  Pena que não tenha sobrado ninguém, pois iria perguntar a origem desse nome. Como é que escolheram essas palavras, etc. Isso é interessante, gosto de saber. A origem dos nomes é simbólica, pode trazer luz para os fatos. Às vezes é só um nome, nada mais. Mas, como dizem, não sobrou ninguém para contar a história, assim não se sabe o porquê de “Céu Estrelado”.

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Estranhas Histórias
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Tuesday, April 7, 2015

Um paradoxo judicial



Um paradoxo judicial

Tsarnaev é o rapaz que, junto com o irmão (morto durante a caçada policial), colocou as bombas no local onde estava sendo realizada a Maratona de Boston. Eles mataram 3 pessoas, causaram a amputação de membros de 17 pessoas e deixaram mais de 240 feridos. Neste momento estão decidindo se deve receber a pena de morte ou não. Há todo um aparato e muito dinheiro está sendo gasto para se chegar ao resultado final. Há cem vezes mais provas do que seriam necessárias para provar a autoria do crime. Ninguém discute isso. Merece a pena de morte? Se você reconhece este castigo como válido, não tenha a menor dúvida. Ninguém mais do que ele.
Há 30 anos atrás, um homem chamado Anthony Ray Hinton, residente no Alabama, foi condenado à morte, num processo cheio de irregularidades e malícia. Poderia relatar mais detalhes, mas não há necessidade. Basta dizer que ele é negro e o processo foi no Alabama. Finalmente foi libertado, há alguns dias atrás. Tudo que o Estado tinha de fazer era testar uma arma. Apenas isso. O pedido foi negado. Depois de muito trabalho judicial, finalmente ele foi libertado diante do absurdo da condenação. Há vários casos como este. Alguém pode duvidar que outras pessoas inocentes foram condenadas e executadas sem terem sequer a chance de provarem sua inocência?
Olho os dois casos e fico perplexo. A perplexidade que vem do inacreditável, do paradoxo. E o paradoxo é este: você querer e achar justa a pena de morte, bastante compreensível, mas saber que ela pode atingir uma pessoa simples, inocente e que não tem meios de se defender.

Mais incrível ainda foi a declaração do pobre homem: sem rancor, sem ódio e feliz por poder aproveitar o que lhe resta de vida, agora que ele tem 58 anos.

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Saturday, April 4, 2015

O Cruzeiro do Amor, tudo é fantasia...


O Cruzeiro do Amor, tudo é fantasia...

Isabela e Leonardo formavam um belo casal. Amaram-se, casaram-se. E o tempo passou. Nada como um casamento para destruir um grande amor. Bem...não tão grande assim, pois senão nunca teria sido destruído, não é?
Tudo tem conserto. Isabela e Leonardo resolveram consertar o que parecia perdido. Sugestões de amigos, pesquisa na internet, e resolveram: um cruzeiro, os dois juntinhos, lá longe, e o amor voltaria, esplendoroso, belo, devastador...
O nome do navio não poderia ser melhor: “Fantasia”...Saindo de Veneza, depois Bari, Katakolon, Santorini, Pireu, como a Grécia é linda! Seria impossível não ressuscitar um amor. Paisagens lindísssimas, pessoas bonitas e maravilhosas de todo lugar:  Suécia, Alemanha, França, Itália...
Finalmente o cruzeiro terminou. Acho que funcionou, os dois pareciam felizes. O coração humano, porém, quero dizer o coração da  mulher, tem segredos que ninguém consegue entender. Na hora de embarcar de volta para o Brasil, Isabela se abriu. Ia ficar por lá, o caso deles, Isabela e Leonardo, não tinha jeito, não...
A verdade é que Isabela tinha conhecido um homem da Suécia, mais novo que ela, no navio...Cruzeiro, fatídico cruzeiro! Isabela se foi com um bombeiro da Suécia, atlético, bonitão. Leonardo voltou só, sozinho, só...
Como disse, amor devastador...

Nomes das essoa: fictícios
Lugares: fictícios
Fato: verdadeiro


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Thursday, April 2, 2015

Nosso país, nossas canções e nosso destino



Nosso país, nossas canções e nosso destino

Eu queria que meu país fosse assim, como uma manhã tão bonita de sol, manhã de Carnaval. E eu estou esperando que ele chegue, o Carnaval. E, quando ele chegar, cantarei como o Chico, que estou vendo a barra do dia surgindo, pedindo para a gente cantar. Talvez o dia não seja tão bom assim e eu, então, vou reconhecer a queda, não vou não desanimar. Vou levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. Afinal, este é o Brasil das fontes murmurantes, onde eu mato minha sede e onde a lua vem brincar. Até me esqueci que um dia a nossa pátria mãe tão distraída, dormia, sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações. Ainda bem que posso me consolar, vendo a garota de Ipanema, indo num doce balanço, caminho do mar. E ela nem sabe que meus olhos a seguem, pelas ruas, muito menos como é sincero meu amor. Se ela soubesse, não fugiria mais de mim.
Às vezes, porém, penso que minha pátria é a Geni. Que seu corpo é dos errantes, dos cegos, dos retirantes, é de quem não tem mais nada. Por isso, eu choro, me esqueço das lindas morenas e mulatas que povoam nosso paraíso tropical.

E, então, fico com pena da Geni, fico com pena do Brasil!

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Essa vida da gente

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