Sunday, July 23, 2017

O mapa da alma da mulher

O mapa da alma da mulher


Nesta recente procura pelo desaparecido avião da Malásia, ficamos sabendo quão pouco conhecemos do mar. Ironia para o ser humano, que já enviou uma sonda espacial para fora do sistema solar. Temos uma vaga noção, dada pelos satélites, mas, principalmente em relação  às regiões mais profundas, quase nada sabemos. Ainda assim, temos uma boa chance de acharmos os restos do voo fatídico. Esta história, entretanto, me fez lembrar da canção que o Zé Ramalho canta “Entre a serpente e a estrela” em que ele diz que ninguém tem o mapa da alma da mulher. Águas profundas, esse oceano da alma feminina. Mais do que o Índico, onde equipamentos de alta tecnologia tentam achar o quase impossível. Nem os neurologistas, nem os psicólogos e nem mesmo os poetas sabem o que existe lá. Esses últimos desconfiam, sugerem, mas temem dar certezas.  Às vezes você vê pequenas ondas na superfície e nem desconfia das vagas imensas que varrem o fundo do ser feminino. Desconfiamos dos segredos marotos, dos desejos incontidos, das frases não ditas, dos suspiros não anunciados, mas certeza mesmo, nenhuma.  Outras vezes vemos do lado de fora, ondas assustadoras, levando tudo, enquanto lá no fundo, reina uma estranha calmaria. Como saber? Não é possível.

Por isso, meu amigo, navegue com cuidado por esses mares. São doces águas, são sim, e, com certeza, irresistíveis. Sabe-se de muita gente que mergulhou fundo para descobrir todos esses mistérios. Ao contrário do que acontece com aeronaves desaparecidas, não sei de ninguém que voltou e revelou. Por isso, contente-se com o que pode ver, com a superfície. Ainda assim, como no oceano, você vai ter muito o que procurar, para depois achar e explorar.  Ainda assim, você vai passar toda a vida e só conhecer uma ínfima parte desse mundo maravilhoso, que é a incrível, sutil e assombrosa alma da mulher.


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Friday, July 21, 2017

Pedra perdida



Pedra perdida

Galáxias e estrelas se equilibram no infinito do céu.
Junto com elas, numa suave harmonia,
dança o sol, dança a lua...
Na terra, nos palcos da vida, nós desfilamos,
submissos ao nosso destino.
Porém, em algum ponto, indefinido, incerto,
neste mesmo universo, no meio da mesma galáxia,
uma pedra disforme, que parece um meteoro,
sai pelo vazio universal ,
procurando seu destino individual.
Bêbada, errante, sem rota, sem órbita.
Acho que nunca vai chegar lá.
Vai sim, se arrebentar sem rumo,
em algum planeta sem nome.
Não sei não, mas acho que essa rocha
sem forma, sem jeito,
que não sabe nada de nada,
que procura o que não sabe,
que nem sabe o que procura,
eu acho que essa pedra perdida,
sozinha, sem destino, sou eu.


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Saturday, July 15, 2017

A Alice e antimatéria




A Alice e antimatéria


Esses cientistas, que vêm com estranhas histórias sobre a vida, dando explicações absurdas sobre os fatos, sobre as coisas, o que eles pensam que são? Uma folha é uma folha, uma gota de água é uma gota de água, o ar é o ar. Ou não? Por que eles vêm explicar que tudo são minúsculas partículas vibrando, vibrando? Em coordenação? Que depois elas se juntam, doidas, formando coisas maiores, que nem sequer vibram mais. Formam coisas que fazem sentido, que fazem outras coisas, que chegam a falar, a pensar, e até a criar. Como chegaram a tão grande absurdo? Falam de coisas contraditórias, matéria e antimatéria, neutrinos, buracos negros sugando tudo que está ao redor. De onde surgiram esses astrônomos, todos loucos, espiando a imensidão do céu, desvendando segredos que não existem? Falando de planetas escondidos, dizendo como eles giram, se podem ter vida como a nossa. O que eles pensam que são? Falam com tanta certeza, coisas tão sem sentido, que chegamos a acreditar. Alguns chegam a falar de Deus, como pode tal insensatez?
Pois bem, meu caro, amigo, fique preparado, pois tenho uma novidade. Eles estão com a razão, com a verdade. Eles realmente sabem muita coisa. E, depois de um acerto para lá e outro para cá, vão dar a definição. Vão dizer tudo deste mundo, deste Universo. E vai ser louca a explicação, pois louca é a realidade, louca é a vida. Nós é  que criamos um conto de fadas, todo certinho, para podermos nele nos acomodar. Mas o verdadeiro Universo, nada mais é que uma doideira total, uma “Alice no País das Maravilhas”. Depois de tudo explicado, outro Universo, muito mais complicado, vai aparecer. O país da Alice, então, vai parecer a coisa mais lógica do mundo. Nós, entretanto, não vamos estar aqui para ver.


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Wednesday, July 12, 2017

Insensato olhar

Insensato olhar

Quando olho em seus olhos,
os meus próprios neles vejo,
plenos de amor por você.
Vejo também minha mágoa,
em você bem refletida,
aos poucos se esvaindo,
em suave melodia.
E minha alma insegura,
se vai, cura, depura,
e em gozo se transforma.
Vejo meu duro cansaço,
compensado, mitigado,
em descanso transformado,
quando olho para você.
Vejo, por fim, de amor,
uma constante corrente,
que vai e vem e se confunde...
Não sei se é minha paixão,
que, contínua, vai e vem,
ou a sua que vem e vai.
Acho, porém que as duas
uma só são, infinitas,
de consenso a sensação,
insensatas de tão tensas,
ah, como é bom olhar,
todo tempo “pra” você!

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Buddy e o teste de laboratório



Buddy e o teste de laboratório

Buddy estava precisando de um emprego. Tempos difíceis. Ele sempre trabalhou, quer dizer, com alguns intervalos, lá e aqui. Ultimamente a coisa estava difícil. Um dos motivos era a crise econômica, e o outro, bem, ele gostava de “viajar”  de vez em quando, e ultimamente essas companhias estavam pedindo  exame de urina para verificação de “substâncias estranhas” na mesma. Buddy não estava seguro de que conseguiria ficar ‘limpo” tempo suficiente para dar negativo no exame. Mas a situação apertou e ele  finalmente conseguiu ficar “em jejum de drogas” por algum tempo. Um amigo avisou que uma grande companhia estava precisando de mecânicos industriais e lá foi ele se apresentar. Preenche a ficha, faz um teste numa das máquinas e pronto: ele vai ser contratado por um salário bastante razoável. Um pequeno detalhe, porém: ainda falta fazer o teste de urina. Buddy sente uma pequena insegurança, mas acha que “dá para passar”. No dia combinado lá vai ele para o laboratório recolher a famosa urina para teste. Para dar apoio moral, Crystal, sua namorada,  vai  junto. Preenche os formulários necessários, ganha um copinho de plástico e... não precisamos de mais  detalhes. Dali a pouco entrega o “material” e volta para casa com a companheira. Alguns dias depois volta para o departamento pessoal para finalizar a papelada e ver o resultados dos exames. 
Senta-se na sala e dali a pouco entra um simpático senhor com alguns papéis na mão. Sorridente, senta-se, olha para Buddy e fala: “Mister, tenho três notícias  para o senhor. Duas boas e uma nem tanto” E antes que Buddy pudesse comemorar, solta a bomba: “Primeiro, o teste para drogas deu negativo, e segundo, parabéns: o senhor está grávido!A terceira é que não podemos contratá-lo”   Levantou-se, despediu-se e saiu da sala. Buddy ainda precisou pensar um pouco para entender o que havia acontecido: “Droga, essa danada da Crystal nem me avisou que estava grávida!”  E depois disse em voz alta: “E tanto trabalho para trocar a urina...”  Assim foi que , novamente, Buddy perdeu um emprego quase certo. “Essas danadas de multinacionais estão ficando cada vez mais espertas...” E completou; “Damn!” 


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Tuesday, July 11, 2017

Uma caixa de mil segredos


Uma caixa de mil segredos

Que vontade que eu tenho
de entender esta vida.
Que vontade de abri-la,
como se abre uma caixa
cheia de mil segredos.
Que medo de, ao abri-la,
saber que lá está,
tudo que eu já sabia
e não o que eu sonhava.
Que medo de lá estar,
um Deus que não conheça,
que não seja meu amigo,
e que diga, depois de tudo,
que vivi tudo errado.


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Monday, July 10, 2017

Calculando a felicidade



Calculando a felicidade

Fiquei pensando em como calcular a quantidade de felicidade que nós temos. Existe gente que diz que está muito feliz e, na verdade, é um poço de angústia. Outros estão se lamentando e, francamente, não têm motivo para tanto. Talvez estejam tentando esconder dos outros a própria alegria, com medo de que a roubem de si. O ser humano é complicado, já dizia alguém muito sábio, de cujo nome nem me lembro mais. Talvez ela, a felicidade, seja a soma de todos os bons momentos, mais os sorrisos, mais os golpes de sorte que tivemos, mais as coisas boas que fizemos e coisas assim. Verdade é que temos de subtrair os azares, as caras feias, os eventos trágicos. Daí, dessa simples subtração, teremos um resultado que, no entanto não é final. Precisamos ver a quantidade e a qualidade das amizades que temos e multiplicá-las por esse valor. O mesmo fazer com as inimizades: multiplicar pelas desgraças que já temos.  Como a felicidade é uma coisa abstrata – embora possa se manifestar de maneira concreta – desconfio que ainda precisemos usar de uma equação, a raiz quadrada e, quem sabe, até algumas fórmulas complicadas. Talvez um logaritmo?  Este campo, entretanto, me é completamente desconhecido: sou analfabeto nessas ciências matemáticas. Desta forma, meu cálculo vai ficar incompleto e vou vivendo assim, sem saber, sequer, se sou medianamente feliz.
Quem disse que ser feliz é fácil?
       
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