Thursday, August 16, 2018

Palavras, tantas palavras


Palavras, tantas palavras

Anacrônico
Anátema
Anacoluto
Analfabeto
Anatomia
Anabel, um amor que já se foi...
Análise
Analogia
Anarquia
Anagnostenia:
Essa última me deu dor de cabeça...
Preciso de um
Analgésico

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Histórias do Futuro

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Monday, August 13, 2018

Esquerda, Direita, Trump e Putin


Esquerda, Direita, Trump e Putin

Naquele tempo havia o Capitalismo e o Comunismo. Briga ferrenha. Segundo os primeiros, os segundos eram ateus, eram contra a liberdade e até matavam criancinhas e depois as engoliam. Segundo estes últimos, o Capitalismo era cruel, fazia os pobres ficarem mais pobres e morrerem de fome. A briga ficou tão feia que até se criaram os ditadores para garantir que seu regime não pudesse ser derrotado pelo outro. Os comunistas começaram a ser chamados de “esquerda”e os capitalistas de “direita”. Provavelmente foram os capitalistas que arrumaram esses nomes, pois esquerda quer dizer sinistro, ruim. E, lógico, direita é direita, aquilo que está certo, direito. Ficou, então, tudo muito confuso. Havia grupos terroristas que queriam transformar a direita em esquerda e a esquerda em direita. Havia tortura, mas segundo os especialistas o pessoal da direita fazia uma  tortura mais cruel que o da esquerda. Isso, no entanto, é especulação.
Os governos de esquerda mais espertos, como a Rússia e a China, aceitaram um pouco de Capitalismo para o pessoal se animar um pouquinho. Só não abandonaram essa parte de autoritarismo, pois, senão, a coisa ia ficar difícil de controlar. O pessoal da direita, que também não é nada bobo, arrumou um pouco de Comunismo para contrabalançar: inventaram alguns programas “sociais” para os pobres não ficarem muito bravos.
Daí veio essa explosão enorme de comunicação de massa, redes sociais e todo mundo ficou especialista em esquerda e direita, mas, na verdade, ninguém entende nada. Um chama o outro de radical e há muitos xingamentos: esquerdopata, nazista, racista. Ninguém sabe mais nada, todo mundo quer só xingar.
Há pouco tempo atrás, porém, algo mais inusitado ainda, aconteceu. Um cara considerado de extrema direita, venceu as eleições nos EUA. Até aí, tudo normal pois lá esquerda não tem vez. Você estar no centro, para eles, já é ser de esquerda. Foi então que descobriram que a Rússia ajudou o tal de Trump se eleger. Um cara de extrema esquerda ajudar outro de extrema direita?
Está a maior confusão, há investigação, as provas começaram a a surgir. E se você pensa que o presidente está negando seu amor pelo presidente da Rússia, está muito enganado. É o maior fã do Putin. Segundo ele, esse cara é um homem forte, líder, e é seu ídolo.
Bom, se já estava tudo muito confuso, agora é que não dá para entender mais nada. Talvez seja tudo fake news. Não existe esquerda, nem direita. Agora embaixo e em cima existe sim. Eu tenho certeza de que estou por baixo, como muitos outros e que tem um pessoal que está bem em cima. Sei também que é esse pessoal que tem muita grana. Ah, sim, eles também controlam essas tais de fake news. Bom, de qualquer forma, eu desisto...

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Saturday, August 11, 2018

Um coroinha e a história de Perus


Um coroinha e a história de Perus

Se você pudesse voltar no tempo e ver Perus dos anos 50, certamente iria pensar que estava em um outro país, em alguma terra distante. Além do esqueleto principal do bairro, suas principais artérias, nada se parecia com o que é agora. Mas não é assim em todo lugar?
Às vezes olhamos fotos antigas e, por algum mecanismo mental, pessoas e fatos voltam à nossa mente. Foi o que aconteceu comigo quando vi aquele “retrato” da antiga Paróquia de Santa Rosa de Lima. Lembrei-me da época em que fui coroinha. Nem sei como aconteceu. Não sei se minha mãe, devota como ninguém, teve alguma coisa a ver com isso, mas o fato é que aconteceu.
Fora do horário da missa, eu ficava bisbilhotando os objetos, livros e tudo que havia por ali. Foi então que encontrei aquele livro enorme – enorme mesmo – igual àqueles que existiam nos cartórios. Aliás, eu nunca entendi por que os chamavam de livros, se você escrevia neles e eles não vinham impressos. Não deveria ser “caderno”? Semântica à parte, o fato é que o livrão, em pé, era mais alto do que eu. Abri a primeira página e lá estava uma grafia impecável, distinta, daquelas que só se viam antigamente. Comecei a ler e percebi que era alguém tentando escrever a história de Perus. Dava para ver que o projeto tinha sido abandonado. Infelizmente não tinha ido além da primeira página. Lembro-me vagamente do  narrador falando da tal “Maria dos Perus”, a Nhá Maria. Quando ela tinha chegado, onde era sua casa, a antiga fazenda que havia por ali... Eu era muito pequeno e certamente não me lembro dos detalhes. O que eu me lembro, no entanto, é de que eu sabia que estava diante de alguma coisa importante, uma espécie de documento histórico. Enchi o peito e avisei o padre e todo adulto que pudesse me ouvir. Ninguém deu a menor bola para mim.  Esses meninos – eu, no caso – não têm mesmo o que fazer, pensam que os adultos têm tempo para essas besteiras.  E eu continuei minha vida, não fui historiador nem nada, mas não consigo me esquecer do ocorrido. O livro, será que ele existe ainda? Duvido. O que iriam fazer com um “cadernão” desajeitado daqueles, que quase precisava de duas pessoas para ser carregado? E o escritor misterioso? Um pároco antigo, algum dos primeiros residentes de Perus, um devoto? Nunca vou saber.

Como se escreve nos tabelionatos, eu vi, atestei. É verdade, dou fé. Ou como o grande poeta brasileiro do Romantismo, Gonçalves Dias,  escreveu uma vez: “Meninos, eu vi!”.



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Wednesday, August 8, 2018

Uma lenda cósmica


Uma lenda cósmica

Aquele ser do espaço estava visitando planetas pelo Universo. Parou em um onde havia só comunismo. Não havia fartura, mas ninguém passava fome. Os habitantes eram muito parecidos uns com os outros. Não estavam felizes, porém não estavam angustiados também. Os chefes comiam e moravam bem melhor do que os outros. No entanto ninguém achava isso anormal. O visitante fez anotações em seu computador cósmico e prosseguiu a viagem. A próxima parada foi num planeta onde só havia o sistema capitalista. Muita fartura, muita liberdade. As pessoas riam e se divertiam muito. Parecia uma maravilha, mas ele achou um pouco suspeita aquela “farra” toda. Chegou mais perto e foi aí que ele viu. A miséria estava escondida em vielas suspeitas e debaixo dos viadutos. Ficou um pouco assustado com as disparidades, tomou notas, e partiu. A terceira parada foi num planeta exuberante. Uma natureza majestosa, águas límpidas e puras. Não havia construções, pelo menos à vista. Havia animais selvagens, lindas aves, répteis, peixes e uma flora indescritível. Nada parecia perturbar o ambiente. Desconfiado, procurou olhar com mais cuidado e mais perto. Permaneceu lá mais do que o normal em busca de uma explicação. Nada. Era aquilo mesmo, um lugar perfeito. Tomou notas e partiu. Enquanto disparava loucamente pela Via Láctea, colocou os dados no seu computador quântico, esperando por uma análise. Foi muito rápido. Antes de dar a resposta, entretanto, a poderosa máquina inteligente não conseguiu se conter e falou para o viajante do Universo: “Não posso acreditar que você precisou de mim para fazer esta análise.” Diante do olhar interrogativo do ser espacial, ele exclamou: “Está óbvio, não está? Esse planeta maravilhoso que você acabou de visitar não tem gente. Ninguém mora lá, só vida animal. Nada de inteligência. Entendeu agora?”

Decepcionado com o resultado de sua busca por vida inteligente, ele acelerou sua nave e desapareceu numa nuvem de estrelas.

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Wednesday, August 1, 2018

Palavras e palavras




 Palavras e palavras



Há palavras que dizem tudo. Outras, que não dizem absolutamente nada. Por outro lado, todas as palavras do mundo não conseguem descrever certas coisas. E há coisas que não precisam de palavras: falam por si mesmas.


Tuesday, July 31, 2018

Silêncio

Silêncio

Existe um momento em que os sons e os ruídos cessam. As imagens também. É o momento do silêncio. Conseguimos até parar de “falar” em nossos pensamentos. É quando ouvimos nossa alma. Às vezes, vêm as silenciosas vozes do medo. Da confusão. De sustos sem razão, de sentimentos suspeitos, de preocupações sem fundamento. É quando tememos o destino e desconfiamos das sombras do passado. É quando desconfiamos que nada faz sentido, que tudo é uma conspiração do mal. Que sombras estão para vir, encobrindo nossa luz. Que a vida é um marasmo, que não passa de um grande palco de ilusões. Um cenário onde a peça teatral é uma tragédia sem proporções.

Outras vezes, é um suave suspiro, uma sensação de paz. Uma nuvem calma, trazendo consigo a plenitude e a satisfação. É o doce canto da existência, encantando e embalando nossas almas. É o delicioso abraço da vida nos afagando e nos afogando de amor.

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Essa vida da gente

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A Matemática da religião



A Matemática da religião

Escrever sobre religião é uma coisa muito perigosa. Sempre alguém fica furioso, o que, na verdade, não é nada religioso. Lá vou eu, entretanto. Peço desculpas por antecipação se ofendo alguém, não é minha intenção. A maior parte das grandes religiões, afirma que, quem estiver professando a fé errada, ou seja, outra que não seja a sua, deverá ir para algum tipo de inferno. Pensando assim, melhor que a correta seja o Cristianismo, uma vez que se constituem em 2.2 bilhões. Menos gente no inferno, mais gente no paraíso. Os muçulmanos vêm logo atrás, com 1.6 bilhões. Nesse caso é aconselhável que católicos e protestantes, sendo ambos cristãos, fiquem juntos, pois, separados, vão enfrentar as chamas do inferno, por se tornarem minoria. É aconselhável deixar as diferenças de lado e ficar só com o que têm em comum. Uma questão de sabedoria. Fico preocupado, entretanto, com a possibilidade de os hinduístas estarem com a razão. Eles são 1,1 bilhão e vêm logo atrás na contagem. Nesse caso, seríamos, os outros, mais de 3.8 bilhões indo para as chamas eternas. Seria um desastre.
Fiquei preocupado, também, com uma tal de religião chamada Movimento Rastafári, que tem apenas 600 mil adeptos. Até acho muito, por outro lado. Rastafári? Se todo o resto das religiões estiver errado e só ela certa, vão ser bilhões de pessoas no inferno. Haja lotação! Nem quero pensar numa coisa dessas!
Quero pensar, no entanto, em algo melhor. Que todas as religiões encontrem o que elas têm de bom em comum e esperem um Deus compreensivo e misericordioso perdoando a todos. Quanto àqueles que matam e fazem outras barbaridades em nome de Deus, só Ele mesmo para perdoar, pois nossa capacidade humana não chega a tanto. Quanto àqueles que maltratam as criancinhas, o próprio Cristo falou: “Ai daqueles que...”. Não sei se entendi direito, mas acho que nem Ele mesmo perdoa, com o perdão da palavra. Mas quem sou eu para falar?

Por outro lado, todos sabem, com certa naturalidade, o que é certo e errado, com minúsculas diferenças, e o resto é só perfumaria. Tenho certeza de que o Ser Supremo não vai se basear em perfumaria para controlar a entrada no céu. Mas, repetindo, aqueles que abusam de crianças, não sei não... Melhor botar as barbas de molho.


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À procura de Lucas  (Flávio Cruz)
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