Friday, February 26, 2016

A vida é um susto



A vida é um susto


A vida é um susto,
um suspiro profundo,
uma pergunta sem resposta,
uma resposta indevida,
uma graça sem par,
uma vontade de amar,
um caminho inseguro,
uma estrada com perigos,
um buraco escuro,
uma sensação vívida,
uma surpresa esperada,
uma estrela brilhante,
um ócio cheio de ação,
um ódio sem razão.
um amor não correspondido,
uma incoerência insana.
Um mistério formidável,
um desejo sublime!
Tão má, tão boa,
incoerente, demente,
tão insensata e suprema,
que, por um mistério divino,
adoramos viver
e gostaríamos de prolongar.
Prolongar, prolongar....
ooooooOOO0OOOooooo






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Thursday, February 25, 2016

A dama do 747





Era maio de 1980 e eu estava fascinado só de olhar aquele monstro de avião, o Jumbo 747. A companhia era a Aerolineas Argentinas. Quando pude ver sua altura, olhando para ele, ali da sala de embarque, imediatamente achei que era impossível uma coisa daquele tamanho voar com elegância pelo céu. Ainda continuo com essa impressão até hoje e ainda acho que é um milagre cada vez que ele levanta da pista para o firmamento.
Era tudo novidade para mim, desde os procedimentos de embarque, as pessoas diferentes que estava vendo, até o fato de haver passageiros falando línguas diversas. Dali a pouco estava sentado no bojo daquela máquina sagrada, prestando atenção a todas as instruções. Mais uns minutos e voava  para Nova Iorque. Não sei se foi a emoção ou outra coisa, mas não se passou mais de meia hora eu eu tive um ataque de tosse, daqueles teimosos e ruidosos. Fiquei apavorado. O que se faz numa situação dessas? Além do incômodo para mim mesmo, eu estaria incomodando uma plateia de elite que estava me acompanhando naquela ocasião solene. Parecia que não ia parar. No entanto, houve um pequeno intervalo em que pude respirar com mais alívio. Aproveitei para engolir um pouco de saliva para, quem sabe, talvez, mitigar aquela situação. Foi aí que ouvi uma doce e delicada voz falando em inglês, dizendo que eu deveria experimentar umas balas. Olhei para ela e era uma senhora de classe, magra, elegante, de uns 70 anos, que estava sentada a meu lado, estendendo sua mão. Ela me disse que eram “cough drops”. Chupei a primeira e já aconteceu o segundo milagre: minha garganta virou uma seda e eu parei imediatamente de tossir. Um alívio enorme. Daí comecei a conversar com a fina dama. Falou que iria ficar uns dias em Nova Iorque e depois iria para Londres. Na inocência de minha primeira viagem de marinheiro do ar, fiquei entusiasmado por vários motivos. Um deles foi treinar Inglês – nunca antes testado em estranhas terras – começando com aquela figura, quase uma personagem de um um romance. Enquanto conversava, pensei comigo, que fazia ali num avião vindo de Buenos Aires tão distinta personagem? Tudo que estava esperando era ver alguns argentinos falando alto dentro da aeronave. E o Inglês dela... Por motivos cronológicos e bastante óbvios, nunca ouvi o Shakespeare falar em pessoa, mas poderia jurar que era uma versão feminina do próprio, soltando no ar sons majestosos. Não resisti e fiz um elogio:
-Como seu Inglês é perfeito!
Coisa idiota de brasileiro deslumbrado, deveria ter ficado quieto. Consegui juntar minha ideia preconcebida de nossos “queridos” irmãos argentinos, com algum DNA tupiniquim. Ela, educada e com classe me respondeu:
-I AM English...
Minha garganta quase secou com a obviedade da declaração, mas consegui disfarçar e me recuperar. Polidamente falei pouco com ela durante o resto da viagem. Achei que uma mulher tão especial tinha direito a uns momentos de paz e privacidade. Meu deslumbramento só voltou quando, das janelas, avistei a majestosa Manhattan... Apesar de meu enorme  “fora” foi um evento delicioso, que merece ser lembrado.

ooooooOOO0OOOooooo






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Wednesday, February 24, 2016

A Reunião dos Super-heróis




A Reunião dos Super-heróis

Há muitos super-heróis mas poucos heróis. A diferença, você sabe, é que os “super” têm poderes sobrenaturais e os heróis comuns não. O trabalho desses últimos é muito maís difícil porque eles precisam fazer tudo com as simples e comuns habilidades humanas: eles não voam, não ficam invisíveis, não...você sabe! E o mais importante é que o super-herói pode ser inventado a qualquer hora. Os heróis da vida real, ah, esses são difíceis de se encontrar! Encontrar vários ao mesmo tempo, então, é quase impossível. No entanto, aconteceu! Ali, bem no centro de São Paulo, em 1972. Era o dia 24 de fevereiro, o dia em que o fogo varreu o edifício Andraus.  Antes de continuar, gostaria de explicar um pouco mais sobre heroísmo. Precisa também haver a ocasião. Precisa haver coragem e sacrifício. E principalmente, o herói precisa se preocupar mais com quem está salvando do que consigo mesmo. Mais uma última coisa: precisa arriscar, arriscar muito, sem medo! Por isso é difícil achar um. Todas essas coisas devem vir ao mesmo tempo. Por isso aquele dia foi especial. Foi uma coisa rara, uma coisa que pouquíssimas vezes aconteceu em São Paulo ou em qualquer outro lugar.
Logo depois das quatro da tarde o incêndio irrompeu a partir de um problema elétrico e rapidamente foi tomando conta de todo o prédio. Como o fogo começou dos andares de baixo, muitas pessoas ficaram presas numa espécie de armadilha. A situação tinha tudo para ser a pior tragédia nacional de todos os tempos.

Talvez outros heróis estivessem lá e passaram despercebidos, afinal era o dia dos heróis paulistanos. Os que ficaram conhecidos eram de duas categorias: os bombeiros e os pilotos de helicóptero. Os primeiros, além de tirarem pessoas de dentro, tiveram a criatividade de improvisar uma ponte do prédio vizinho por onde saíram dezenas de pessoas. E aí uma cena de cinema: de repente, o cabo Geraldo Álvaro de Andrade saiu carregando uma criança que ele havia resgatado do interior do prédio. O sorriso que trazia no rosto  era largo e confiante e o fotógrafo do Jornal da Tarde captou o momento singular: uma das mais belas fotos do jornalismo brasileiro.

No topo do edifício, o inferno estava começando a se estabelecer. As pessoas, desesperadas, subiram para lá, numa louca tentativa de se salvar. Era uma situação insustentável. A temperatura da laje era altíssima. O socorro através de helicópteros era altamente improvável. O heliporto estava interditado por causa das antenas. Era impossível pousar lá. Ainda assim começaram a aparecer aparelhos de todos os lados: do governo, de empresas, da iniciativa privada. As vítimas começaram a retirar, com muita dificuldade, as antenas. Finalmente conseguiram clarear um mínimo para a operação começar. Era uma missão impossível. Espaço mínimo, visibilidade quase zero, grau de calor muito além do tolerável. Pelo menos doze pilotos , um a um fazendo manobras perigosíssimas. Alguns retiraram mais de cem, outros algumas dezenas de pessoas. O calor era tanto que na hora de decolar não havia sustentação. Os pilotos tinham de jogar as suas “máquinas” em direção a Praça da República. Depois de cair um pouco, encontravam ar mais fresco e começavam a subir novamente. Todo e cada um dos voos  era praticamente um ato insano, coisa que ninguém faria em uma situação normal. Salvaram mais de 700 pessoas das cerca de 1200 que escaparam com vida.
Tinham todas as características necessárias para um herói que enumerei acima. Só não tinham os superpoderes dos “super”. Sabe aquelas coisas mágicas, sobrenaturais? Um momento, será?  “Jogar” o helicóptero para baixo até conseguir ar fresco para sustentação? Não sei, não... Acho que poderíamos  mudar a classificação: “os super-heróis do edifício Andraus”...

Sobre o assunto: 




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Essa vida da gente

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Tuesday, February 23, 2016

O que eu vejo

O que eu vejo



Vejo um mundo caótico, cada vez mais emaranhado em suas próprias desgraças. Vejo pessoas destruindo a Terra com sua ganância, com sua sede de poder. Vejo poderosos usando os fracos em seu próprio benefício. Sinto que nas trevas há conspirações, há traições esperando seu acontecer. Vejo nuvens de dúvidas, sinais de ódio, a maldade superando o bem. Vejo a esperança se esvair, aos poucos, do coração dos homens de boa vontade. Vejo a certeza do mal se fortalecer em plena luz do dia. Vejo sorrisos falsos, desculpas inaceitáveis, dissimulação na face de quem teria o poder de mudar. Vejo a natureza se contorcendo, tentando sobreviver ao ataque insano dos gananciosos. Vejo muita coisa ruim, eu vejo.
Vejo, porém, que há um pequeno sinal, débil e quase invisível, sendo emitido de almas boas e puras. Vejo a mãe natureza lutando para ser ela mesma. Vejo as espécies se reinventando para sobreviver. Vejo muitos humanos querendo lutar pelo que é certo. Vejo guerreiros, em várias frontes, se preparando para uma luta final, de desconhecido resultado. Os gritos de guerra ainda são fracos, mas já é possível ouvi-los. Vejo a natureza se revoltando, querendo prevalecer. Vejo brotar de novo o que já estava morto. Vejo, cá e lá, uma espécie considerada morta, reaparecer.

De manhã, quando o sol aparece, espalhando sua luz sobre as faces dos homens e sobre a face da terra, sinto uma estranha vibração dentro de mim. Sinto uma força que é maior do que todos nós. Sinto que vamos vencer. O que vejo, nesta hora, não é o caos. É a harmonia infinita, insuspeita, incrível, do bem. É a vitória das almas de bom coração, chegando, iluminando, junto com os raios do sol, a face da terra, a face dos inocentes, a face de nossos filhos, os filhos e netos dos homens de bem.







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Friday, February 19, 2016

Lindinha, onde foi que você se meteu?


Lindinha, onde foi que você se meteu?

Ela chegou com tudo lá na vizinhança. Charmosa, graciosa, bonita e tudo mais. E principalmente o “tudo mais”. Morava sozinha e saía, às vezes, para cuidar de alguma coisa fora de casa. Foi então que notou que, toda vez, havia gente olhando para ela. Gente, melhor dizendo, os homens. Eles sempre arrumavam algo para fazer, como desculpa. Consertando coisas que não estavam quebradas, lavando carros que já estavam limpos, procurando por inexistentes defeitos no telhado. Mal conseguiam disfarçar o interesse descabido pela recém-chegada.
O pior de todos era o Júnior. Imaginem só, casado há apenas dois anos, “tadinha” da Lindinha, sua esposa. Existem homens que não têm vergonha mesmo. Não se sabe se ela não tinha percebido ou se tinha medo de brigar, estragar o recente casamento.
O tempo foi passando, as coisas se acalmando. Os homens da rua já não espiavam tanto assim. Exceto pelo Júnior, que continuava safado como sempre, não havia jeito para aquele homem. Um dia, porém, a moça da casa 737 – era lá que ela morava - mudou-se. Ninguém sabe por quê, nem para onde. Todo mundo estranhou e, vejam só, quem mais deveria se preocupar, tinha, no momento uma preocupação maior, muito maior. Uma coisa inexplicável tinha acontecido para o Júnior. A sua Lindinha, a jovem esposa, também tinha partido, um dia antes, assim, de súbito. Deixou, sim, um bilhete: “Vou experimentar outras coisas, essa vida que você me deu, está muito chata”. Pode uma coisa dessas? Além de deixar um bilhete, ela deixou também a conta da poupança vazia. Além disso, só levou umas roupas. Uma coisa inexplicável para o Júnior, um homem atrás do qual tantas mulheres corriam. Sem explicação.
Para o resto da rua, porém estava claro. Muita coincidência as duas desaparecerem quase no mesmo dia. Muita mesmo. Sabe-se lá, por outro lado, o povo sempre fala demais. Dizem também que onde há fumaça, há fogo.
O que se sabe, de fato, é que as duas desapareceram. E a pergunta ficou no ar: “Lindinha, onde foi que você se meteu?”

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A luz


A luz

Ele acordou assustado e percebeu que uma luz forte vazava por trás das cortinas do seu quarto. Era muito cedo e aquilo parecia estranho. Levantou-se e foi até a porta da sala. Abriu-a e um verdadeiro clarão atingiu sua vista. Fechou os olhos e depois abriu-os devagarinho. Havia um branco intenso que o impedia de ver as pessoas, mas podia ouvi-las. Elas falavam alto e em tom agitado. Não demorou muito para que se ouvisse o barulho de um carro brecando e, logo em seguida, o barulho de uma batida. Segundos depois, uma outra. Agora já se ouviam choros e gritos de dor.
Foi tudo muito rápido, mas tanta coisa tinha acontecido. O homem achou que era hora de voltar para casa. Lá de dentro, com calma e sem aquela luz intensa, ele poderia avaliar melhor a situação. Foi inútil. Havia tanta e tão intensa claridade que não podia achar o caminho.
Pouco a pouco os gritos de dor, os lamentos, as vozes excitadas foram sumindo. Uma espécie de sussurro havia substituído todos os ruídos. Era quase um canto. Foi então que o homem olhou para suas mãos e elas não existiam mais, nem seus braços. Era tudo um brilho, tudo brilhava, intensa, maravilhosamente. Foi aí que ele começou a se esquecer de quem ele era, de sua vida, de tudo. Só sabia que existia e que havia uma felicidade quase celestial dentro de si.
E tudo foi virando luz. Seu corpo, a rua, as coisas, as pessoas. Uma luz intensa envolvia a cidade, envolvia o mundo.
Talvez estivesse envolvendo o universo todo, aquela luz. Não dava para saber. E então tudo era luz e luz era tudo que existia. A luz.

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Tuesday, February 16, 2016

O DNA dos anjos


O DNA dos anjos

Ligo o rádio do carro e começo a ouvir uma reportagem com o autor de um livro sobre o cérebro. Mais especificamente, está falando como pessoas extremamente altruistas têm, fisicamente, uma constituição diferente desse precioso órgão. Existem pessoas assim, por natureza. E deu o exemplo de uma mulher de Nova Iorque que, simplesmente, doou um de seus rins para uma pessoa completamente desconhecida dela, em Los Angeles. E quis ficar no anonimato. São seres humanos que atuam de uma maneira extraordinariamente generosa, sem nenhuma motivação aparente. Elas são assim, são o que são.
Fiquei pensando comigo mesmo. Se pudéssemos roubar um fio de cabelo daquela nova-iorquina e o mandássemos para um laboratório de genética, poderíamos ficar sabendo de algo muito interessante. Saberíamos, finalmente, como é o DNA dos anjos.

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Uma página em branco




Uma página em branco

Uma página em branco,
um poema poderia ser,
até talvez uma história,
com reais personagens,
no palco a atuar.
Uma página em branco
também poderia representar
um enredo cheio de intrigas,
com graça  esperando
um gentil desenrolar.
Personagens incríveis
com uma narrativa, um drama,
um final que ainda não veio,
mas que um dia virá.
É isso que sinto, às vezes,
minha vida sendo assim,
um branco imenso,
esperando a vida, enfim,
com esplendor se realizar!



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Sunday, February 14, 2016

Se Cristo voltasse...



Se Cristo voltasse...

Quem é este pobre cronista para interpretar as palavras do Evangelho? Minhas credenciais estão próximas do zero. No entanto, como professor de Português, militante e juramentado, como dizia o querido Odorico, posso arriscar uma interpretação semântica das principais passagens do novo Testamento. Além disso, tenho outro fator que também me dá certo crédito. No seminário, onde fiquei por seis anos, li os textos sagrados mais de cem vezes. Muito mais. A primeira e mais óbvia conclusão é de que a maioria das pessoas que se dizem cristãs, estão muito longe dos critérios estabelecidos pelas palavras de Cristo. Amar seu irmão como a si mesmo, perdoar, etc.? Todas essas pessoas que se dizem cristãs, hostilizando outras por suas escolhas, decidindo, julgando? Ele que era Ele, não tratou Madalena de uma forma extraordinariamente “cristã”?
Outra coisa que me perturba profundamente é a ligação entre Política e Cristianismo, pelo menos nos Estados Unidos. Pela própria natureza da Política, ela deveria ficar muito longe dos cristãos. Poderíamos entrar em detalhes, mas isso é tão óbvio que não vale a pena muita explicação. Vejam o recente exemplo do Donald Trump, que está procurando ser nomeado candidato republicano para a presidência da República. Declarou que, se eleito, vai proibir a entrada de muçulmanos no país. Declarou que vai expulsar milhões de imigrantes latinos, que os mexicanos que vêm para os EUA, são estupradores, criminosos. E outras barbaridades. Se isso é ser cristão, realmente li uma outra versão do Novo Testamento quando estava no seminário. E, então, ele procura apoio de líderes cristãos. Até aí, tudo normal, ele é o maior cara de pau do setor político nos últimos tempos. O estranho é que ele recebe esse apoio. Os pastores que dão esse apoio devem ter lido outro evangelho também.
Por isso, acho que, se Jesus voltasse agora, iria expulsar todos eles do templo. Ou talvez ele tenha desistido de voltar. A situação está tão distorcida e generalizada, que Ele achou melhor assim.
Melhor não escrever uma coisa dessas. Parece blasfêmia.

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