Wednesday, August 16, 2017

Quem é você?


Quem é você?

Você é o limite do meu infinito. Você está além das fronteiras do que é possível. É um sonho que ainda não aconteceu. É a parte definitiva do meu temporário, é o impossível querendo acontecer. Você é a mulher que seduz, sem mesmo existir. Você é um mergulho no nada, mas é tudo que eu posso querer. Você é o imponderável, o improvável, o incerto, a dúvida sobre o que já está estabelecido. Você é o monumento sem pedestal e o pedestal sem a estátua. Você é a frase sem palavras e a interrogação que já foi respondida. Você me seduz e é arma da minha sedução. Você é o desejo que que não posso ter, depois que já tive. Você é a resposta que não teve pergunta, a solução do que não era um problema. Você é descartável, embora absolutamente necessária. Você é a parte imprescindível do absolutamente supérfluo.
Você  é a imperfeição do perfeito.
Às vezes você, sou eu mesmo, outras, você é o meu eu. Muitas vezes você não é ninguém, nem eu, nem você. Você é um instrumento e um fim em si mesmo. Você é a alma da mulher e o corpo de um homem, dentro do cérebro de nós dois, embora eu seja o criador e você a inspiração.
Ou você é a criação daquilo em que me inspirei?
Você é nada mais, nada menos, do que minha imaginação.

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Friday, August 11, 2017

Fazendo sentido


Fazendo sentido

O homem come em frente da televisão,   
a estrela polar está fora de lugar,
e, por pura preguiça, o rei renunciou.
Na geladeira ainda há comida,
mas o buraco negro da Via-Láctea,
de repente, sublime, revelou-se,
colorindo toda a galáxia.
Certo estou de que, sorrateiro,
para outra dimensão nos levou.
Na TV há notícias que não saíram,
para que as que nunca aconteceram,
finalmente, livres, pudessem sair.
Vimos coisas que eles não viram,  
e que aconteceram durante a calmaria.
Há um caos sólido no meio da harmonia, 
e uma doce anarquia ressuscitada.
Os anjos finalmente se revelaram,
são feitos de atômicas partículas,
quânticas, randômicas, inusitadas.
Estão de férias definitivas, porém.
Estou tentando fazer sentido,
mas você também precisa me ajudar.
Que sentido, que nada, chega de lógica!
Se o mundo não faz sentido,
por que o poeta haveria de?

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Monday, August 7, 2017

Há mais imaginação na vida do que em nossos próprios sonhos



Há mais imaginação na vida do que em nossos próprios sonhos

Há uma frase de incrível beleza, mas também cheia de sabedoria, que é atribuída a Cristóvão Colombo e que me emociona. Traduzida, significa mais ou menos isso:
“Há mais imaginação na vida do que em nossos próprios sonhos.”
Quem conhece a história, sabe quanto o navegador lutou para poder fazer a viagem que acabou encontrando as ilhas que hoje são as Bahamas. Uma minúscula parte do que seria chamado de América. Ele sabia que por mais que imaginasse e sonhasse, a realidade ia ser muito, muito mais do que qualquer coisa que pudesse sonhar.
E assim é que é. Junte todos os ficcionistas, todos os poetas, todos os sábios e, adicione a suas obras seus sonhos, suas visões. Tudo junto não foi nem sombra dessa formidável América que conhecemos. Por outro lado, imagine quantos visionários, tentavam imaginar como seria o homem voando. Muitos nem sequer acreditavam que ele pudesse voar. Nosso Santos Dumont e os irmãos Wright mostraram que a realidade podia ser muito mais criativa. E aquilo ainda não era nada. Construímos incríveis aeronaves e acabamos posando na Lua. A vida, sempre desafiando os sonhos. É como se ela estivesse nos dizendo: Sonha, sonha! Ainda assim nunca me alcançarás!  E tiramos fotos do sistema solar e do Universo. Há até uma sonda, a Voyager, que já saiu de nosso sistema e avança, desvairada, pelo Cosmos.
Fazemos filmes, escrevemos livros, nossa imaginação explode com criatividade. Depois, percebemos que a vida ainda é mais esplendorosa do que tudo que imaginamos. Na Ciência, então...
Devemos sonhar que é bom sonhar. A vida, entretanto, vai sempre nos surpreender com sua imaginação. Talvez porque ela seja a própria imaginação do Criador?

La vida tiene más imaginación que nuestros sueños.
Life has more imagination than our dreams.

Cristóvão Colombo

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Thursday, August 3, 2017

A vida toda para amar




A vida toda para amar

Risos,
lágrimas,
suspiros...
Um beijo apaixonado,
outro só para não dizer não...
Uma promessa de amor eterno,
ou apenas um abraço fraterno?
Calma, moça!
Você tem a vida toda para amar...




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Monday, July 31, 2017

Um divino poema



Um divino poema

Existe um divino poema,
que ainda não foi talhado,
e que dentro de mim lateja,
sem forma, sem conteúdo.
Há tanto tempo criado,
porém nunca revelado,
para ninguém, nem para mim.
Queria saber seus versos,
ah, como tanto queria,
seu sentido traduzir,
mas ele tem uma senha,
que jamais vou descobrir.
Quando minha alma partir,
deste mundo se livrar,
quem sabe, vou conhecê-lo.
Quem sabe, sublimes anjos,
em doce, divino arranjo,
com deleite e prazer,
venham enfim recitá-lo.
Poderei, então, saber,
de fato e por inteiro
o sentido verdadeiro,
da poesia, do amor,
desta vida sem valor..

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Friday, July 28, 2017

A Luz das Estrelas


A luz das estrelas

Dizem que as luzes que vemos das estrelas não são mais as estrelas... São apenas a luz que viajou através dos milhões de anos-luz. Que é feito, então, das mesmas? Perderam-se no infinito cósmico? Continuam a brilhar? Ainda existem ou implodiram num fantástico evento galáctico? Eu não sei. O que sei é que eu ainda me alimento desta luz que está chegando agora. Ainda tenho milhões de anos-luz antes de saber se a luz vai terminar ou não. Daí, então, nada importa, pois eu mesmo serei parte de outra luz...

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Sunday, July 23, 2017

O mapa da alma da mulher

O mapa da alma da mulher


Nesta recente procura pelo desaparecido avião da Malásia, ficamos sabendo quão pouco conhecemos do mar. Ironia para o ser humano, que já enviou uma sonda espacial para fora do sistema solar. Temos uma vaga noção, dada pelos satélites, mas, principalmente em relação  às regiões mais profundas, quase nada sabemos. Ainda assim, temos uma boa chance de acharmos os restos do voo fatídico. Esta história, entretanto, me fez lembrar da canção que o Zé Ramalho canta “Entre a serpente e a estrela” em que ele diz que ninguém tem o mapa da alma da mulher. Águas profundas, esse oceano da alma feminina. Mais do que o Índico, onde equipamentos de alta tecnologia tentam achar o quase impossível. Nem os neurologistas, nem os psicólogos e nem mesmo os poetas sabem o que existe lá. Esses últimos desconfiam, sugerem, mas temem dar certezas.  Às vezes você vê pequenas ondas na superfície e nem desconfia das vagas imensas que varrem o fundo do ser feminino. Desconfiamos dos segredos marotos, dos desejos incontidos, das frases não ditas, dos suspiros não anunciados, mas certeza mesmo, nenhuma.  Outras vezes vemos do lado de fora, ondas assustadoras, levando tudo, enquanto lá no fundo, reina uma estranha calmaria. Como saber? Não é possível.

Por isso, meu amigo, navegue com cuidado por esses mares. São doces águas, são sim, e, com certeza, irresistíveis. Sabe-se de muita gente que mergulhou fundo para descobrir todos esses mistérios. Ao contrário do que acontece com aeronaves desaparecidas, não sei de ninguém que voltou e revelou. Por isso, contente-se com o que pode ver, com a superfície. Ainda assim, como no oceano, você vai ter muito o que procurar, para depois achar e explorar.  Ainda assim, você vai passar toda a vida e só conhecer uma ínfima parte desse mundo maravilhoso, que é a incrível, sutil e assombrosa alma da mulher.


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Friday, July 21, 2017

Pedra perdida



Pedra perdida

Galáxias e estrelas se equilibram no infinito do céu.
Junto com elas, numa suave harmonia,
dança o sol, dança a lua...
Na terra, nos palcos da vida, nós desfilamos,
submissos ao nosso destino.
Porém, em algum ponto, indefinido, incerto,
neste mesmo universo, no meio da mesma galáxia,
uma pedra disforme, que parece um meteoro,
sai pelo vazio universal ,
procurando seu destino individual.
Bêbada, errante, sem rota, sem órbita.
Acho que nunca vai chegar lá.
Vai sim, se arrebentar sem rumo,
em algum planeta sem nome.
Não sei não, mas acho que essa rocha
sem forma, sem jeito,
que não sabe nada de nada,
que procura o que não sabe,
que nem sabe o que procura,
eu acho que essa pedra perdida,
sozinha, sem destino, sou eu.


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Saturday, July 15, 2017

A Alice e antimatéria




A Alice e antimatéria


Esses cientistas, que vêm com estranhas histórias sobre a vida, dando explicações absurdas sobre os fatos, sobre as coisas, o que eles pensam que são? Uma folha é uma folha, uma gota de água é uma gota de água, o ar é o ar. Ou não? Por que eles vêm explicar que tudo são minúsculas partículas vibrando, vibrando? Em coordenação? Que depois elas se juntam, doidas, formando coisas maiores, que nem sequer vibram mais. Formam coisas que fazem sentido, que fazem outras coisas, que chegam a falar, a pensar, e até a criar. Como chegaram a tão grande absurdo? Falam de coisas contraditórias, matéria e antimatéria, neutrinos, buracos negros sugando tudo que está ao redor. De onde surgiram esses astrônomos, todos loucos, espiando a imensidão do céu, desvendando segredos que não existem? Falando de planetas escondidos, dizendo como eles giram, se podem ter vida como a nossa. O que eles pensam que são? Falam com tanta certeza, coisas tão sem sentido, que chegamos a acreditar. Alguns chegam a falar de Deus, como pode tal insensatez?
Pois bem, meu caro, amigo, fique preparado, pois tenho uma novidade. Eles estão com a razão, com a verdade. Eles realmente sabem muita coisa. E, depois de um acerto para lá e outro para cá, vão dar a definição. Vão dizer tudo deste mundo, deste Universo. E vai ser louca a explicação, pois louca é a realidade, louca é a vida. Nós é  que criamos um conto de fadas, todo certinho, para podermos nele nos acomodar. Mas o verdadeiro Universo, nada mais é que uma doideira total, uma “Alice no País das Maravilhas”. Depois de tudo explicado, outro Universo, muito mais complicado, vai aparecer. O país da Alice, então, vai parecer a coisa mais lógica do mundo. Nós, entretanto, não vamos estar aqui para ver.


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